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Falta comunicação nas obras do centro cívico, admite a Junta de Freguesia

José Henrique Cunha
Política \ quinta-feira, dezembro 23, 2021
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Coligação Juntos por Guimarães pediu um ponto de situação das obras do centro cívico, questionou o porquê do atraso das mesmas e que medidas tem previstas para ajudar os comerciantes. Luís Soares admitiu haver falta de comunicação por parte da Câmara Municipal de Guimarães.

Face à interpelação da Coligação Juntos por Guimarães na última sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, o presidente da Junta de Freguesia, para além de referir que a comunicação não tem sido a melhor, identificou mais dois problemas.

Na explanação que fez começou por referir que “as obras do centro são um problema, seriam sempre um problema e só quem não sabe ou não quer ver é que poderia achar que não seriam um problema. As obras causam sempre transtorno. Ninguém gosta de sair à rua e ver a desordem, contudo esta desordem é necessária para criarmos qualidade mais à frente. Quando temos obras em casa, as mesmas só são boas quando terminam.”

Contudo, entende que esse facto em si mesmo não dispensa o dono da obra, que é a Câmara Municipal de Guimarães (CMG), de dar informação. Neste ponto disse: “ quero dizer uma coisa com muita clareza, aliás estou muito à vontade para o dizer, cada vez estou mais à vontade, já disse à Câmara Municipal de Guimarães que não é possível trabalhar numa base em que não se fala com as pessoas. Não é possível! É preciso melhorar a comunicação. Com os comerciantes, com os moradores, é preciso. Sabe Deus o esforço que tenho feito, para que isso aconteça. Muitas vezes temo fazer um papel que não faço no meu dia a dia, que é empurrar com a barriga. Não quero enganar ninguém”.

Continuou dizendo que há problemas claros que continuam e subsistem.

“Há duas razões para que a obras não esteja a correr de acordo com o plano definido. Primeiro problema: Junto à Igreja, tudo o que é subsolo está concluído, o reaproveitamento de matérias também, só que falta 3.500 metros quadrados de basalto que segundo me foi informado será entregue em fevereiro de próximo ano, contudo, quero salientar que já me deram outras datas que não foram cumpridas. Portanto há um problema no fornecimento da matéria prima, e também é o problema do preço. Porque como todos sabemos, entre a data do concurso e a data de execução da obra, passou muito tempo e sabemos como estão os preços das matérias primas, 30% e 40% de aumento”.

As escavações e levantamento arqueológico são o segundo problema identificado por Luís Soares e sobre o qual disse não saber “se é um problema ou uma vantagem, mas penso que na parte mais baixa ficou tudo concluído e por isso a obra avançou, mas ainda haverá pelo menos mais três meses de obra naquela zona.”

Informou ainda que pela vontade do empreiteiro a obra teria avançado ficando para trás parada, mas a JF opôs-se tendo ficado decido que não avançava para a parte de cima enquanto a parte mais baixa não ficasse estabilizada.

Sobre a comunicação disse que informou a CMG que “estamos disponíveis, é até a nossa obrigação, a ajudar na comunicação junto dos comerciantes e moradores, mas há uma coisa que não faço, eu comunico quando tiver a certeza sobre aquilo que me perguntam. Neste momento não consigo dar uma previsão de quando arrancarão as obras na parte de cima. Como todos sabemos a obra tem financiamento comunitário e tem um prazo, caso contrário esse financiamento comunitário perde-se, portanto, a CMG não vai querer perder esse financiamento. Sei que estão a ser desencadeados mecanismos legais no sentido de reforçar a posição do dono da obra, que é a CMG, no sentido de a obra avançar. Para temos uma ideia, neste momento só 10% da obra foi executada. É este o quadro geral. Mas isto não é só um problema desta obra, o Teatro Jordão já teve cinco datas marcadas para a sua inauguração e vamos ver se acontece agora. Toda a gente quer que a obra avance rapidamente”.

Terminou dizendo que toda esta problemática não pode de toda a forma servir para fazer de uma obra boa uma obra má, sabendo que é um período muito difícil para os comerciantes e moradores, mas está seguro que os taipenses serão compensados com o resultado.