Eduardo Fernandes mantém presidência da Junta e deixa CASFIG
Eduardo Fernandes vai deixar a presidência da CASFIG, empresa responsável pela gestão das habitações que são propriedade da Câmara Municipal de Guimarães, na sequência de um parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) relativo à acumulação de cargos políticos, informou esta segunda-feira o presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
Antes da ordem do dia da reunião quinzenal, Ricardo Araújo considerou aconselhável fazer uma correção que não permita acumular de funções na sequência do parecer, pelo que Eduardo Fernandes, presidente da União de Freguesias de Souto São Salvador, Souto Santa Maria e Gondomar e presidente da CASFIG desde o início do mandato em curso, optou por deixar a presidência da empresa municipal e manter o cargo de presidente da Junta. A mudança entra em vigor a 1 de julho.
“Já dei instruções para que se proceda à respetiva alteração. Já ocorreu no passado recorrentemente. Apesar de estarmos a falar de pareceres, entendi, com base no parecer da CCDR e da nossa assessoria externa, ser melhor não haver acumulação de funções”, assumiu o presidente da Câmara, a propósito de um parecer que já fora mencionado nas reuniões do executivo
Com a saída de Eduardo Fernandes, Ricardo Araújo nomeou Joana Lobo Xavier, até agora diretora municipal, presidente da CASFIG. Por sua vez, Graça Moura, até agora diretora do departamento de auditoria, assume a função de diretora municipal.
Já Alexandre Barros da Cunha, presidente do conselho de administração da Vitrus, e Daniel Rodrigues, presidente do conselho de administração da Vimágua, deixam os cargos de deputados na assembleia municipal.
Em reação à informação adiantada pelo presidente da Câmara, Ricardo Costa, vereador do PS, mostrou-se satisfeito com a decisão. “O senhor presidente, em antecipação, disse que recebeu os pareceres da CCDR-Norte. Em nossa opinião, agiu bem, com prudência, para que mais tarde não lhe possa ser assacadas responsabilidades no futuro. São alterações devido a estas incompatibilidade que o PS levantou na reunião de Câmara de janeiro. O importante é que se cumpra a lei, a bem da Câmara e a bem de Guimarães”, salientou, após a reunião de Câmara.