Demissão do diretor executivo leva oposição a dizer que “as coisas não vão bem” na Vitrus
“Esta abstenção advém do facto de termos a perceção de que as coisas não vão bem na Vitrus. Existe um desentendimento na Vitrus, nomeadamente entre o presidente do conselho de administração e o administrador da Vitrus”, referiu Hugo Ribeiro, recordando que Daniel Pinto teve uma prestação positiva nos oito anos em que exerceu o cargo.
Nesse sentido, foi questionado o porquê desta renúncia. “A confirmar-se esse desentendimento, queremos aferir em concreto os motivos principais que levaram à renúncia por parte do atual administrador executivo da Vitrus. É do interesse de todos. A sua renúncia, que é quadro da Tempo Livre, exige que seja nomeado um novo vogal do conselho de administração, que tem subjacente uma remuneração”, vincou.
Domingos Bragança, presidente do município, disponibilizou-se a divulgar o teor da carta de renúncia e sugeriu que os estatutos desta empresa municipal têm de ser alterados. “Renunciou ao cargo e volta para a Tempo Livre. Quando alguém me pede renúncia aceito de imediato; só quero que estejam a servir as entidades quem sinta que tem condições e entusiasmo para o fazer. Nos estatutos da Vitrus, que no meu entender estão mal e têm de ser alterados, existe um conselho de administração composto por três membros, um é presidente e os outros são administradores. O presidente não é executivo e um administrador é executivo. Entra aqui muitas vezes em conflito. Temos de alterar os estatutos”, frisou.