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Conselho fiscal demite-se e liderança dos Bombeiros das Taipas fica “num impasse”

Redação
Sociedade \ sexta-feira, fevereiro 26, 2021
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Depois do presidente José das Neves Machado e da vice-presidente Sílvia Lopes se terem demitido da direção dos Bombeiros das Taipas, esta quinta-feira foi a vez do conselho fiscal se demitir em bloco. Instituição está num “impasse diretivo”, segundo José Luís Oliveira, presidente da mesa da assembleia geral.

O conselho fiscal dos Bombeiros das Taipas, constituído por Artur Isac Marques, Salomão Marques e Maria da Conceição Marques, apresentou esta quinta-feira a sua demissão no final de uma reunião na qual marcaram presença todos os órgãos sociais da instituição.

A referida reunião tinha como objetivo debater e resolver a questão diretiva referente às demissões de José Machado das Neves e Sílvia Lopes, mas tal não desfecho não se verificou, acabando por resultar em mais demissões na estrutura diretiva dos bombeiros.

“Foi realizada uma reunião com todos os órgãos sociais para analisar a continuidade, ou não continuidade, desta direção, na sequência da demissão do presidente Pe. Machado e de uma vice-presidente. No final da reunião os membros do Conselho Fiscal pediram a demissão, alegando que com a demissão do Pe. Machado haveria um virar de página na história da associação. Relativamente à questão mais importante, o tema forte da reunião, encontrar uma solução para este impasse diretivo, não houve ainda nenhum definição e nenhuma conclusão: terminou sem consenso, sem que a atual direção tivesse assumido o mandato até ao final”, refere José Luís Oliveira, presidente da mesa da assembleia geral dos Bombeiros das Taipas.

Será necessário um período de trinta dias após o pedido de demissão de José das Neves Machado para que se possam dar passos no sentido de resolver a situação, uma vez que os estatutos assim o obrigam. Ou seja, restam quinze dias para que os membros que restam da atual direção possam chegar a um consenso, sendo que “os membros da direção estão ainda em análise e ponderação”.

Em cima da mesa há dois cenários, conforme explica José Luís Oliveira: “A solução passara por uma de duas vias: ou esta direção assume os destinos da associação até ao final deste mandato, ou então não assume e, nesse caso, iremos para eleições antecipadas”.

Relativamente ao conselho fiscal, serão convocadas eleições para eleger os novos membros deste órgão. Está prevista esta situação nos estatutos, o Conselho Fiscal é autónomo da direção e pode ser eleito de forma independente.