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Clássicos voltaram a rolar nas Taipas e querem nova “casa”

Bruno José Ferreira
Sociedade \ quinta-feira, novembro 11, 2021
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“Vêm de vários lados e não olham a quilómetros”. Após uma pausa devido à pandemia, os carros clássicos voltaram a fazer-se sentir na vila. Querem novo local para reunir nos quartos domingos do mês.

O grupo informal amantes de carros clássicos que regularmente se juntava no recinto da feira semanal das Taipas voltou a encontrar-se no último dia 24 de outubro. Os motores voltaram a aquecer, as máquinas saíram novamente da garagem e o charme dos carros antigos, clássicos ou pré-clássicos, voltou a passear-se pelas ruas taipenses. Após um longo interregno provocado pela pandemia, Bino Sampaio, o organizador destas iniciativas, voltou a “reunir as tropas” para os tradicionais “convívios saudáveis de domingo de manhã”.

Desta vez a concentração teve de ser feita no Avepark, uma vez que o recinto da feira está entregue à feira das velharias. O grupo Clássicos a Rolar – Taipas, como se denomina, reuniu com os Bombeiros Voluntários das Taipas, organizadores da feira das velharias, chegando-se à conclusão que seria mais benéfico não conjugar os dois eventos no mesmo local.

“Desde a pandemia estamos parados, não pudemos fazer nada. O nosso encontro costumava acontecer sempre no recinto da feira, só que, entretanto, a feira das velharias mudou-se para lá, por causa das obras no centro da vila. Como costumávamos reunir sempre ao quarto domingo de cada mês perdemos o lugar, se é que assim se pode dizer. Tivemos uma reunião com os bombeiros para ver se era possível inserir esta questão dos carros também no recinto, até porque estamos a falar de coisas que se complementam, mas realmente não há espaço. Somos sempre mais de quarenta carros, era impossível fazer tudo lá. Decidimos fazer desta vez no Avepark, um local onde cabe toda a gente, e decidimos lá juntar o grupo para dizer que estamos vivos e para proporcionar o convívio”, dá conta Bino Sampaio ao Reflexo.

O principal impulsionador do evento traça um balanço positivo deste regresso ao ativo. “Correu muito bem, tivemos mais de quatro dezenas de carros, o que é muito bom para este regresso”, diz Bino Sampaio, fazendo desde já a ponte para o futuro, assumindo que a intenção passa por reunir ao quarto domingo de cada mês.

 

Intenção de mudar para a Alameda Rosas Guimarães

Esta vontade de fazer a organização do evento no quarto domingo de cada mês esbarra na questão do espaço, uma vez que a feira das velharias já se realiza, então, no recinto da feira. É nesse sentido que este grupo informal pensou numa alternativa, apontando à Alameda Rosas Guimarães, mais propriamente o último canteiro, que ficou fechado ao trânsito após a obra de reperfilamento. Uma solução que, no entender de Bino Sampaio, é benéfica quer para o grupo quer para a própria vila.

“Já temos uma reunião marcada com a Junta de Freguesia de Caldelas para avaliar a possibilidade de podermos passar a realizar estes encontros na Alameda Rosas Guimarães, junto ao Parque das Taipas. Após a reformulação deste espaço é um recinto fechado, que serve as nossas intenções, porque podemos por lá os carros expostos entre o ténis e o pavilhão. Acho que ficava muito bem lá inserido e até dinamiza a própria vila, porque quem quiser vai às velharias e passa pela Alameda Rosas Guimarães para ver os carros clássicos. É um excelente sítio, vamos ver se é possível ter esse espaço um domingo por mês. Era bom para nós, pode ajudar-nos a crescer, e seria bom para as Taipas”, defende.

De qualquer das formas, a intenção dos Clássicos a Rolar – Taipas é “passar a palavra” para que os encontros possam atingir a dimensão que tinham antes da pandemia, em que reuniam o dobro dos participantes. “As pessoas ainda estão a vir e a regressar a conta-gotas. Notamos que o pessoal mais antigo, de mais idade, não apareceu porque ainda há um pouco de receio. Estamos a passar a palavra, a tentar arranjar o local, para que isto se torne um convívio saudável ao domingo de manhã”, considera.

 

Passeio mais alargado e participantes de várias zonas

Um convívio saudável que, quem sabe, pode atingir outras proporções. Pelo menos há essa aspiração, de poder desenvolver, pouco a pouco, outras iniciativas. O único requisito é ter um carro antigo e bom espírito para fazer parte deste grupo que está sempre aberto a quem quiser juntar o seu bólide.

“Todos podem participar, logo que tenham um carro clássico ou pré-clássico, não é preciso inscrição, basta aparecer com boa disposição. Não recusamos ninguém, desde que tenham os automóveis dentro do clássico ou pré-clássico. Mesmo motas clássicas têm aparecido, tudo que se insira dentro deste tema é bem-vindo”, aponta o organizador.

De resto, a última concentração de carros clássicos nas Taipas reuniu pessoas de várias localidades vizinhas. Para além de vimaranenses marcaram presença “clássicos” de cidades como Porto, Paços de Ferreira, Trofa, Braga, Barcelos, Famalicão e Cabeceiras de Basto. Uma base que leva Bino Sampaio e pensar em eventos mais organizados.

“Por norma reunimos e depois damos uma volta, normalmente pela vila, depois vamos à Falperra, ao Avepark, fazemos sempre um passeio. Isso é o que está destinado. Futuramente queremos realizar um passeio mais longo, com piquenique, uma coisa mais organizada para que seja possível criar mais laços e criar como que uma família ligada pelo gosto pelos carros clássicos”, ambiciona Bino Sampaio.

Certo é que, independentemente dos moldes e até do próprio local, o gosto pelos carros clássicos vai fazer com que este grupo se continue a encontrar para mostrar em conjunto os seus carros. Porque “as pessoas gostam destes passeios” e “ao passear num clássico passeia-se, ao fim ao cabo, na sua história”. “Vem gente de vários lados e não olham a quilómetros”, remata Bino Sampaio.

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