02 outubro 2026 \ Caldas das Taipas
tempo
18 ºC
pesquisa

Chafariz e estacionamento nas Taipas marcam reunião de Câmara

Redação
Política \ sexta-feira, outubro 02, 2026
© Direitos reservados
Cidadão Ângelo de Freitas questionou Câmara Municipal de Guimarães sobre o chafariz e pediu que se repensem aspetos da centralidade da vila, além do estacionamento. Aplaudiu ligação à A11 no PDM.

O chafariz que outrora repousou no centro de Caldas das Taipas, o desenho da centralidade da vila e o pedido de mais lugares de estacionamento para apoio a essa centralidade marcaram a última reunião da Câmara Municipal de Guimarães, decorrida na segunda-feira.

No período reservado à intervenção do público, o cidadão Ângelo de Freitas, participante recorrente nas sessões da Assembleia de Freguesia de Caldelas, lembrou que participara numa reunião de Câmara em abril de 2026, para “alertar para a grande necessidade de a região das Taipas se virar para o mundo”, com “uma visão de futuro” e “acessibilidades e condições” que lhe permitam “crescer e afirmar-se”.

Depois de aplaudir a recente aprovação da revisão do PDM, que espera ver apresentada à população taipense, ao contemplar a ligação à A11 através do nó de Figueiredo e ao abarcar, no seu entender, uma “visão mais aberta para o crescimento das Taipas”, Ângelo de Freitas abordou outros tópicos, como o do chafariz que outrora esteve no que é hoje a Praça Doutor João Antunes Guimarães.

“Por acaso registou esta preocupação dos taipenses? Já lhe surgiu a vontade de respeitar e resolver esta questão? Senhor Presidente, não é justo que as Taipas sejam a terra da água e continuem a ver a sua identidade termal e patrimonial esquecida”, disse.

Essa foi uma das questões que teve uma resposta concreta por parte do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo. O autarca referiu que os serviços municipais trabalharam para identificar a propriedade, após Ângelo de Freitas ter levado o assunto à reunião de Câmara pela primeira vez, e esclareceu que o chafariz se encontra numa quinta, próxima do centro da cidade, após ter sido adquirido legitimamente. Pelos vistos, o proprietário não está disposto a vendê-lo, afirmou.

 

Mais estacionamento e pedido de alteração do sentido do trânsito

Ângelo de Freitas questionou ainda se vai ser preciso esperar mais três anos, até às próximas Eleições Autárquicas, em 2029, para se corrigirem aqueles que, a seu ver, são os problemas existentes no centro da vila, após a requalificação inaugurada em 2024.

Além de defender que o troço de 70 metros na rua Padre Silva Gonçalves, contíguo ao edifício dos correios, voltem a ter duas faixas de rodagem, e que a designada “vírgula” no topo da Alameda Rosas Guimarães seja removida, porque “continua a prejudicar a circulação” rodoviária, o cidadão defendeu mais estacionamento para apoiar uma área onde “o comércio está a morrer”.

“Defendo a criação de mais estacionamento junto ao comércio da centralidade da vila, comércio “a morrer” onde continuo a defender que seja equacionado um parque subterrâneo a norte do nosso coreto”, pediu, enquanto criticava o trabalho dos antecessores de Ricardo Araújo, António Magalhães e Domingos Bragança, no que respeita a Caldas das Taipas.

A seu ver, a alteração do sentido de trânsito na Avenida da República “merece ser estudada”, já que “ficou com o trânsito no inverso conforme a estrutura construída”.

Ângelo de Freitas criticou ainda “a vergonha” que é o troço de dois quilómetros da Estrada Municipal 585, entre Longos, a Falperra e o Sameiro. “São aproximadamente dois quilómetros que necessitam de pavimentação digna e onde, segundo o conhecimento que tenho, nunca foi realizado esse investimento. Os seus antecessores rejeitaram sempre esta necessidade. E porquê? Porque talvez se entendessem que um investimento naquela estrada não traduz votos, já que só existem árvores e as árvores não votam”, referiu.

Na conclusão, o cidadão disse que ainda os taipenses têm “esperança na nova governação municipal”, quer no que respeita à centralidade da vila, no que respeita ao chafariz e às estradas e acessibilidades. “Esperam que a revisão do PDM seja o início de uma nova visão para a nossa região. Esperam que as promessas sejam cumpridas. (…) As Taipas não querem privilégios. Querem justiça, respeito e visão de futuro”, disse.

Em resposta, Ricardo Araújo prometeu estudar cada caso e corrigir o que pode ser corrigido, com a noção de que não se pode voltar ao estado que antecedeu a requalificação da área central de Caldas das Taipas.