CART supera contrariedades a meio e rola até ao novo lugar
O nono lugar do CART na edição 2025/26 da 3.ª Divisão Nacional – Zona Norte A de hóquei em patins tem de ser considerado “um desempenho positivo”, face às “contrariedades e infelicidades” que o conjunto azul e vermelho teve de enfrentar ainda na primeira volta: às saídas precoces do guarda-redes Francisco Gouveia, Rodrigo Vieira e Gonçalo Castro juntaram-se a lesão de Carlos Rodrigues e o problema de saúde que afastou Pedro Rúben da pista por cerca de dois meses, limitando severamente a qualidade dos treinos.
“Tínhamos jogadores novos, que vinham acrescentar, mas, infelizmente, saíram cedo. Além disso, tivemos dois jogadores com lesões graves, o Carlos e o Rúben, jogador fundamental. Com os jogadores que perdemos, tivemos vários treinos com seis jogadores de campo”, analisa o treinador Hélder Gomes, em declarações ao Reflexo.
Após assumir a equipa azul e vermelha na época transata e guiá-la ao oitavo lugar, com 37 pontos, o timoneiro encarava a temporada 2025/26 com “boas expetativas”, mas essa razia na primeira volta anulou o sonho de uma classificação mais acima, eventualmente entre os cinco primeiros. Fruto de cinco derrotas consecutivas, a equipa taipense caiu para o 11.º lugar após a 15.ª ronda, mas, entretanto, voltou ao normal com os regressos de Carlos e de Rúben, encetando uma reação que lhe valeu quatro triunfos seguidos entre as jornadas 16 e 19 e uma segunda volta com 23 pontos, bem acima dos 13 da primeira.
Apesar de reconhecer que a ADJ Vila Praia, vencedora da série, com 73 pontos, era “muito forte”, Hélder Gomes crê que o CART mostrou atributos para competir de igual para igual com qualquer outra equipa da série, dando os exemplos do triunfo em Marco de Canaveses, perante o quinto classificado, na antepenúltima jornada (3-2), e do empate no reduto do HC Penafiel (5-5), terceiro, para a 26.ª e última ronda, em 31 de maio.
“Na segunda volta, quebrámos alguns enguiços. Não me lembro de ir ganhar a Marco de Canaveses. Em Penafiel, não ganhámos a segundos do fim por infelicidade”, ilustra, a propósito de um campeonato em que Eduardo Mota foi o melhor marcador taipense, com 16 golos.
Agradado pela forma como a equipa terminou o campeonato a “jogar tão facilmente” entre si, Hélder Gomes adiantou que o seu futuro na próxima época, bem como o dos jogadores, ainda está por definir.
Nota: Artigo publicado na edição 357 do Reflexo, de junho de 2026