20 fevereiro 2026 \ Caldas das Taipas
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Bombeiros disponibilizam museu para alojar temporariamente GNR

Redação
Sociedade \ sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Com o edifício do posto territorial de Caldas das Taipas prestes a entrar em obras, a Junta de Freguesia e os Bombeiros Voluntários articularam-se para oferecer esse espaço à força militar.

O espaço museológico dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas é uma solução ao dispor da GNR de Caldas das Taipas para se instalar temporariamente enquanto decorrerem as obras no edifício do posto territorial, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, Augusto Mendes, na Assembleia de Freguesia de 29 de dezembro, confirmando depois a informação ao Reflexo.

Numa fase em que a empreitada está prestes a arrancar, depois de aprovada a adjudicação na reunião da Câmara Municipal de Guimarães de 26 de janeiro, por 1,53 milhões de euros, com a construtora NVE sujeita a um prazo de execução de um ano, a força militar está prestes a mudar de instalações. A Junta de Freguesia acompanhou o processo e encetou contactos com a GNR das Taipas e o Comando Territorial de Braga para perceber qual a solução prevista. “Disseram-nos que, se arranjassem por aqui algum espaço, ficariam por cá. Se não arranjassem, ficariam em São Torcato, no posto territorial de Guimarães, e viriam todos os dias para aqui”, referiu o autarca.

Por entender que a deslocação para São Torcato não “seria uma solução viável” para as 22 freguesias abrangidas pelo posto de GNR das Taipas, até porque significaria uma menor presença dos 12 operacionais no território, a Junta articulou-se com a corporação de bombeiros para disponibilizar o museu. “Falámos com a GNR. Veio cá o Comando Distrital de Braga. Foi connosco ver o espaço. Ficou muito agradado”, esclareceu Augusto Mendes.

Ainda à espera de uma resposta definitiva do Comando Territorial de Braga, a Junta adianta que a reconfiguração do museu só precisa de “umas pequenas operações para divisórias de gabinetes”. “Essas divisórias são precisas, principalmente para o gabinete de investigação. Se, por exemplo, for apresentado um caso de violência doméstica, há a garantia de mais resguardo. A maior exigência da GNR é a sala de investigação”, especificou.

 

ndr: texto publicado originalmente na edição de fevereiro do jornal Reflexo