02 dezembro 2021 \ Caldas das Taipas
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Antigo Mercado: de Portugal a Itália, eis as novidades a provar

Carolina Pereira
Sociedade \ terça-feira, setembro 28, 2021
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Com 32 lugares disponíveis em cada bar, no pátio do Antigo Mercado, estão dispostos três estabelecimentos. Onde antes se estendiam hortícolas e carne em bancas, agora serve-se poncha, pregos e tapas.

Depois de meses a adiar a sua abertura, o espaço que revitaliza o antigo Mercado, antigo palco de venda de hortícolas e carne, volta ao ativo com ponchas da madeira, pregos e tapas.

Bastaram umas quantas décadas e alguma insistência da Junta de freguesia das Taipas para transformar um espaço inutilizado num átrio preenchido com música, conversa e petiscos a acompanhar. Foi neste verão, em agosto, mais tarde do que era suposto e sem direito a inauguração, que foi reaberto ao público o Antigo Mercado. O nome é o mesmo, o conceito muda. Se anteriormente se estendiam hortícolas e carne em bancas, agora servem-se ponchas da madeira, pregos e tapas à mesa.

Com 32 lugares disponíveis em cada bar, no pátio do Antigo Mercado, estão dispostos três estabelecimentos: a pregaria Chiodo (palavra italiana que se traduz para prego) de Tiago Machado, que faz fusão com um outro espaço – Praça da Poncha - de João Lino Costa, que leva clientes numa viagem gastronómica até à Madeira, ao servir a famosa bebida madeirense. Ao lado, Mercado 1011 de José Fernandes, outra oferta de um espaço com uma grande variedade de vinhos e tapas como gambas, pão de alho, tábuas de enchidos e queijos.

É o primeiro espaço que Caldas das Taipas oferece com este conceito e a renovação do mercado acabou por causar um sentimento recíproco de contentamento, quer da parte dos empresários, satisfeitos com a adesão que têm recebido, como de quem visita este espaço, que têm novos spots de convívio. “Havia uma lacuna na oferta de espaços de lazer aqui na Vila, que este projeto veio preencher. É um espaço bonito, agradável, que veio trazer outro dinamismo à vila e também dá uma sensação muito acolhedora por ser um espaço privativo, por estar entre portões” refere um dos empresários, João Lino Costa.

Ainda assim, os proprietários não se fixam na beleza e amplitude do espaço e garantem bom serviço e bons produtos com a promessa de continuar a melhorar e inovar. Além das opções fixas, todos os meses terão sempre sugestões novas de bebidas para pedir nos espaços.

Durante este mês de agosto, por exemplo, em copo serviram-se cinco tipos diferentes de cocktail e ao longo dos meses vão ser acrescentadas ao menu novas receitas que convidam a provar e desfrutar. “Um dos objetivos passa por educar as pessoas a ir a um espaço e não pedir apenas um fino ou um café, aprenderem que há variedades em conta e que cai bem. A poncha tem tido muito sucesso.”, reitera o proprietário da Praça da Poncha.

Era suposto ter aberto em junho, já esteve para abrir em julho, mas só a meio de agosto foi possível entrarem ação. Um atraso que, segundo Tiago Machado, prejudicou: “Nós queríamos ter aproveitado o verão porque seria uma boa recuperação de investimento e é uma ótima época de um espaço como este ser aproveitado, mas existiram burocracias que não permitiram que isso acontecesse”. Agora, com o verão quase no fim, já se pensam em soluções para que o espaço seja aproveitado em tempo chuvoso. Com a mesma missão de criatividade, a expectativa é que, independentemente do tempo, o espaço continue a acolher o mesmo movimento.