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À noite, o hóquei em patins junta “veteranos” no CART: “É um amor em comum”

Pedro C. Esteves
Desporto \ quinta-feira, outubro 28, 2021
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Uma vez por semana, no pavilhão do CART treinam os Masters, uma equipa de jogadores entre os 35 e 49 anos. “Abstraímo-nos do mundo lá fora e continuamos a modalidade que sempre praticamos em miúdos”.

Quarta-feira, 22h30, pavilhão do CART. A equipa sénior do emblema taipense acaba o treino e, se aparecêssemos em qualquer outro dia, veríamos as luzes a apagar, o placard eletrónico deixar de luzir e o portão metálico a fechar. Ao invés, há outra equipa a entrar para o rinque. São os Masters – ou veteranos – que se juntam a meio da semana por “um tema” e “amor em comum”: o hóquei em patins.

Nuno Lisboa é um dos que “mais tempo dedica” à equipa e inscreveu o CART no campeonato nacional de Masters. “Já havia aqui um grupo de veteranos a fazer alguns treinos, já fazíamos alguns jogos com equipas vizinhas. E há alguns anos o que nos juntou foi o hóquei. Todos nós já fomos jogadores, a maior no CART”, explica o hoquista de 43 anos.

 

 

Criada a equipa, seguiram-se duas épocas atípicas em que a pandemia foi estorvo. Agora, o objetivo é levar esta até ao fim – para já, os veteranos do CART disputaram um jogo no campeonato da zona norte. Neste grupo que integra jogadores dos 35 aos 49 anos também está Eduardo Marques. Para além do apego ao mundo dos patins, soma-se a ausência de mundo exterior, barrado pelas paredes do pavilhão. “Todos os que aqui estamos gostamos de nos abstrair um bocadinho do mundo lá fora e dar continuidade à modalidade que sempre praticamos como miúdos”, vinca. Muitos elementos que compõem o plantel “terminaram muito cedo” a carreira e têm nos Masters uma “oportunidade para continuar”, diz Eduardo. “No fundo, é juntar os amigos e encontrarmo-nos todos aqui para treinar à quarta-feira para deitar tudo cá para fora”.

O “tema” em comum vai continuar a juntar os veteranos todas as quartas-feiras à noite. O grupo compete na Zona Norte do Campeonato Nacional de Masters. Para Eduardo, embora haja “sempre um carácter competitivo, o importante é a camaradagem, o convívio”.