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Vivemos o ataque mais violento e brutal contra a liberdade de ensino em Portugal!
Vivemos o ataque mais violento e brutal contra a liberdade de ensino em Portugal!
Alfredo Oliveira
Sábado, Junho 3, 2017

A afirmação é de José Ribeiro e Castro, um dos convidados da 6ª edição do “Cidadanias”, numa intervenção muito crítica à política seguida pelo governo relativamente aos cortes que têm vindo a ser implementados às escolas com contrato de associação.

Recorde-se que ainda muito recentemente o Ministério da Educação revelou que seriam reduzidos esses apoios para o ano letivo 2017/18, traduzindo-se numa eventual perda de apoios para 268 turmas dos colégios privados.

Apresentando-se como defensor da escola pública, o ex-presidente do CDS, lamentou ainda a postura dos partidos do centro direita, afirmando que “o centro está de rastos e a direita de cócoras”, por estarem “caladinhos” relativamente a esta questão, “os colégios estão em risco de fechar e ninguém levanta a voz”, questionando igualmente os sindicatos por não “protestarem contra o despedimento de professores”.

Ribeiro e Castro não defendeu propriamente os contratos de associação em vigor, defendendo uma oferta diferenciada no ensino e que deveria ser garantida uma certa concorrência no sistema e ainda a liberdade de os pais poderem escolher as escolas para os seus filhos. Apesar da dificuldade da sua implementação, defendeu o “cheque educação”.

A sua intervenção, enquadrada no tema deste colóquio, “A minha escola”, colóquio promovido pelo Núcleo de Estudos 25 de Abril, foi ainda pautada pela defesa de mais autonomia para as escolas, uma redução do número de anos que os alunos passam na escola, “pois os jovens entram cada vez mais tarde na vida ativa” e a introdução das artes nos currículos, nomeadamente da música, “até como contributo importante para o combate à indisciplina”, como referiu.