Vimágua nega ser proprietária do coletor de saneamento e considera atuação de Constantino Veiga de “inqualificável”
Vimágua nega ser proprietária do coletor de saneamento e considera atuação de Constantino Veiga de “inqualificável”
Manuel Silva
Quinta-feira, Agosto 31, 2017

Depois de ter sido apontada como principal responsável pelo estado em que se encontra um coletor de saneamento no Beco das Fontaínhas, nas Taipas, e que a 29 de setembro, transbordou para a Ribeira da Agrela, a Vimágua reagiu por meio de um comunicado que distribui à imprensa.

No documento, a Empresa de Água e Saneamento de Guimarães e Vizela, começa por negar a propriedade do coletor de saneamento que transbordou para a referida ribeira, situação “evidente pela análise visual da tampa de saneamento que tem a inscrição “Águas do Ave”, informando que o mesmo é uma infraestrutura afeta ao sistema multimunicipal de saneamento em alta, gerido, atualmente, pela Águas do Norte S.A..

De seguida, considera a atitude de Constantino Veiga, presidente da Junta de Caldelas, que responsabilizou a Vimágua por esta situação, de “inqualificável, ao ter produzido acusações não verdadeiras, levianas e irresponsáveis.” Para a Vimágua, a “atitude que seria própria e expectável de um autarca, genuinamente, preocupado com o ambiente, seria a de em primeira instância procurar a resolução do problema com a maior brevidade, comunicando a ocorrência à Águas do Norte S.A., ou, na dúvida, à Vimágua, tendo em vista a reparação da situação” considerando que “ao que parece, o Presidente da Junta de Caldelas entendeu ser mais importante criar ruído mediático, através de uma delação enviesada, do que resolver o problema ocorrido”.

Para a empresa responsável pelo água e saneamento dos concelhos de Guimarães e Vizela, estas “escorrências de saneamento resultam, normalmente, de obstruções, de avarias em estações elevatórias ou da entrada em carga de coletores devido à afluência de águas pluviais” garantindo que continuarão a pautar a sua atuação “na prossecução do interesse público e na defesa intransigente dos valores ambientais”.