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Vimágua nega falta de investimento no abastecimento água em Guimarães
Vimágua nega falta de investimento no abastecimento água em Guimarães
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Terça-feira, Janeiro 15, 2019

O Bloco de Esquerda aponta o dedo à entidade gestora da infraestrutura do abastecimento de água, dizendo que esta desperdiça muita água por falta de investimento. Vimágua responde dizendo que os conceitos estão mal interpretados e que não tem faltado investimento naquela rede pública.

O Bloco de Esquerda Guimarães aponta à Vimágua a responsabilidade pelas fugas de água verificadas na rede de abastecimento público. O BE critica aquela empresa pública de falta de investimento na manutenção da rede o que, no entender dos bloquistas, justifica a perda de 38,6% da água distribuída na rede devido à falta de conservação da infraestrutura.

Este indicador resulta do Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos, analisando dados do ano de 2016, do qual o BE de Guimarães refere que as perdas de água aumentaram de 34,1% em 2015, para 38,6% em 2016.

A Vimágua é assim acusada de falta de “investimento na renovação da rede de abastecimento de água”. O BE classifica a situação de “preocupante”, uma vez que “tem piorado o seu desempenho”, refere o BE, que conclui ainda que a “falta de investimento tem levado à deterioração das canalizações, resultando em enormes prejuízos, sobretudos ambientais”.

Contactada a empresa municipal Vimágua, responsável pela rede de abastecimento de água em Guimarães e Vizela, esta esclarece que nos últimos sete anos foram investidos 2 milhões de euros na substituição de redes de abastecimento de água e responde que a alegação do BE de falta de investimento “não tem qualquer fundamento e não corresponde à realidade”.

Armindo Costa e Silva, presidente da administração da Vimágua acrescenta que foram feitas 22 empreitadas públicas, incluindo a impermeabilização de quatro dos reservatórios e acrescenta que estão em curso três na cidade e nas freguesias de S. Torcato, Creixomil, Fermentões e Ponte.

Em resposta ao pedido formulado para comentar as declarações do BE de Guimarães, a Vimágua acusa o partido político de confundir conceitos, explicando que “água não faturada” não significa que seja água desperdiçada, dando exemplo da água utilizada no combate a incêndios, que não é faturada.

Segundo o Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal, este indicador obteve desde um valor de 35,6% em 2014; 34,1% em 2015; 38,5% em 2016; e 38,6% em 2017. Os objetivos tidos como ideais para esta entidade reguladora é que este indicador se fique no máximo pelos 20%. A Vimágua admite ter como objetivo atingir esta meta, até ao final do ano de 2020.

O relatório, que é publicado anualmente, aponta outras falhas na qualidade do serviço de abastecimento de água, nomeadamente no que respeita aos indicadores de “adesão ao serviço” e “reabilitação de condutas”. Por outro lado, tem dos melhores resultados ao nível da segurança da água com uma nota de 99.96%.