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Viagem a Roma marcou os 40 anos do Agrupamento nº 662, de Vila Nova de Sande
Viagem a Roma marcou os 40 anos do Agrupamento nº 662, de Vila Nova de Sande
DR
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2019

António Mendes está no seu segundo mandato como chefe do agrupamento de Vila Nova de Sande, que termina em 2020. Integra o corpo dos escuteiros desde 1981, tendo como secretário Sérgio Gonçalves. Estes dois elementos dão conta de um pouco da vida do Agrupamento nº 662.

Como surgiu o Agrupamento nº 662?
O aparecimento surge numa altura em que António Xavier, chefe do agrupamento até há mais ou menos doze anos atrás, vindo dos escuteiros de Brito, começou a estabelecer algumas conversas com pessoas da paróquia para se criar um grupo na freguesia. Com muitas dificuldades conseguiu mesmo criar o agrupamento.

Completaram em 2018 os quarenta anos de existência, aniversário que ficou marcado com uma viagem a Roma.
Sem dúvida. Foi um acontecimento marcante e ficará na história deste agrupamento. Essa viagem a Roma foi ainda mais significativa porque envolveu praticamente todo o agrupamento, de 51 elementos participaram 49, mais o pároco da freguesia. Fomos de avião e estivemos nessa cidade de 3 a 6 de agosto. Não tivemos uma audiência com o Papa, mas vimos o Papa Francisco da janela. Foi a nossa maior iniciativa até ao momento e que mexeu com toda a comunidade de Vila Nova. Tivemos o apoio das famílias e de outras pessoas que muito ajudaram na concretização desta viagem.
O escutismo é bem visto em Vila Nova. As pessoas colaboram muito bem com o agrupamento, como se viu na viagem a Roma e noutras iniciativas que vamos organizando.

Existem outros momentos marcantes na vida dos escuteiros de Vila Nova?
Nesse mesmo ano, a 24 de novembro de 2018, tivemos outro grande momento. Foi um dia que ficou marcado pela homenagem ao antigo chefe do agrupamento e seu fundador, António Xavier, que recebeu a Cruz de S. Jorge, em prata. Nesse dia, a chefe Isabel Mendes, grande dinamizadora do agrupamento, recebeu a medalha de Cruz de S. Jorge, em bronze. Foi um motivo de orgulho essa homenagem nacional a esses dois elementos do nosso agrupamento.
Naturalmente, temos as atividades das secções com as participações nos acampamentos nacionais do Corpo Nacional de Escutas (Acanac), jamborees e os acampamentos regionais (ACAREG), em representação do agrupamento.
Cada secção tem as suas atividades de Inverno e durante o Verão temos os aniversários dos outros agrupamentos, que vamos participando.

O agrupamento tem sede própria?
Não, estamos numa sede que pertence à paróquia. Temos boas condições para trabalhar, num espaço por trás da igreja, espaço que já funcionou como escola infantil. O padre da freguesia cedeu-nos o espaço e vamos gerindo dentro das nossas possibilidades. Podemos dizer que não é prioritário pensar numa sede própria. Numa altura, estivemos quase a ter a chave de uma sede própria, mas não se concretizou. Não sabemos se com a intervenção que está a ser projetada para a igreja as coisas se vão alterar. Vamos ver.

Qual é o principal problema que sentem no vosso dia-a-dia?
O problema principal dos escuteiros, que será transversal a todos os agrupamentos, é o afastamento dos jovens em relação ao escutismo. Os jovens têm tudo e mais alguma coisa, nos dias de hoje. Não é fácil cativar um jovem para aparecer. As questões com a vida ao ar livre também poderá ser outro fator que explique esta quebra. Não se fazem tantas atividades como se faziam no passado. Existe uma menor disponibilidade dos jovens, mas também não se pode acampar como se fazia antigamente, pois está tudo mais controlado e condicionado.

O que pensam fazer para contrariar esta realidade?
Estamos a pensar em arranjar um espaço para fazermos os acampamentos com mais regularidade. Seria bom termos os jovens mais tempo e mais vezes ao ar livre.
Antigamente, o núcleo trabalhava por círculos, o que originava uma dinâmica diferente e as pessoas encontravam-se mais vezes. Foi pena terem acabado com essa organização.
Os jovens, apenas dizemos, apareçam e depois decidam se querem continuar ou não. Não temos dúvidas, o escutismo incute nos jovens valores que dificilmente encontram noutras atividades. Apareçam!

Data da fundação: 19 de novembro de 1978
Patrono do Agrupamento: S. Jorge
Número de Lobitos – 8
Número de Exploradores – 9
Número de Pioneiros – 13
Número de Caminheiros – 7
Número de Aspirantes a Dirigentes – 3
Número de Dirigentes – 10

Entrevista publicada no jornal Reflexo na edição de fevereiro