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Vereador da CDU denuncia “atentado patrimonial” em Ponte
Vereador da CDU denuncia “atentado patrimonial” em Ponte
Quinta-feira, Setembro 14, 2017

Vereador da CDU entende que a alteração da Casa dos Casais do Casco, decorrente da intervenção de arranjo urbanístico no centro de Ponte, põe em causa a qualidade de património edificado daquele edifício. Domingos Bragança defende intervenção no centro de Ponte, mas diz desconhecer o caso em concreto.

Torcato Ribeiro, vereador da CDU, denunciou aquilo que considera um “atentado patrimonial” na vila de Ponte, na chamada Casa dos Cascos. Com a intervenção urbanística na centralidade daquela vila, foi necessário recuar o muro dessa casa para alargar a rua Reitor Francisco José Ribeiro. O presidente Domingos Bragança diz desconhecer a situação.

“Para facilitar o trânsito foi necessário deslocalizar o muro”, explica Torcato Ribeiro, que teve conhecimento da situação pelas redes sociais: “uma situação que adulterou a fachada – o muro também – que foi deslocalizado para permitir maior fluidez do trânsito. O património que está sinalizado no Arquivo Histórico e é uma das Casas de Guimarães, marcada como Casa dos Casais do Casco, pela historiadora Maria Adelaide Morais”.

O vereador da oposição disse ainda que, num post no Facebook, a Junta de Freguesia de Ponte garantiu que ia ser preservada a traça da casa. Mas foi “uma recuperação patrimonial muito duvidosa”, criticou, descrevendo que “a porta foi movimentada” e que se procedeu “à retirada de três janelas e a demolição do edifício que estava por trás dessas janelas”. Torcato Ribeiro afirma que se trata de um “atentado patrimonial que teve o patrocínio da Câmara Municipal Guimarães”.

Domingos Bragança realçou que “Ponte fez uma requalificação excepcional na sua centralidade e na ligação à 101 e a ligação ao centro escolar”. “Havia um problema de bloqueio onde passa a estrada principal e tornava-se perigosa para as pessoas”, sublinha, adiantando que se trata de “um caso de pormenor” que não conhece. “A Câmara acompanha sempre estes processos e tem que saber o que se passou e se a reposição não foi genuína”, antecipou.