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Uma questão de Modelo e estrutura
Quarta-feira, Setembro 6, 2006

Não é fácil falarmos sobre um tema tão abrangente e munido de tantas ciências como é o futebol.

Nada melhor que começar, pelo início, para uma compreensão adequada e uma análise mais específica sobre este fenómeno desportivo.

Como qualquer desporto colectivo, o futebol está abastecido de princípios e sub-princípios de acordo com as diferentes fases do jogo. É com um conjunto de princípios que se idealiza um modelo de jogo independentemente da estrutura da equipa.

Uma entrevista dada pelo prof. Jesualdo Ferreira, ainda como treinador do Boavista, referia que a sua equipa iria estar organizada com uma estrutura semelhante (1:4:3:3) à que utilizara no S.C. Braga no ano transacto, mas o seu modelo de jogo iria ser diferente, pois os seus jogadores exibem características diferentes.

As suas palavras permitem-nos fazer uma análise prática, como por exemplo: uma equipa que tenha jogadores rápidos na frente não tem a necessidade de posicionar-se tão alta no terreno, afim de explorar o espaço existente nas costas da defesa em ataques rápidos e contra-ataques. Caso uma equipa não tenha avançados rápidos, os jogadores terão a necessidade de procurar regiões mais avançadas no terreno de forma a recuperar a bola numa zona próxima da baliza, evitando assim percorrer longas distâncias.

Concluímos então, que o raciocínio do prof. Jesualdo Ferreira está correcto e é perfeitamente coerente. Normalmente, ouvem-se críticas e mais críticas sobre alguns treinadores, alcunhando-os de defensivos, mas se tivermos em atenção o que foi referido mais acima talvez este seja o seu modelo de jogo adoptado, segundo as características dos seus jogadores.

Se tivermos uma apreciação mais congruente sobre o futebol, este será provavelmente ainda mais fascinante.