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Trocaram o inglês pelo português e é como Fuzo que querem crescer
Trocaram o inglês pelo português e é como Fuzo que querem crescer
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Domingo, Fevereiro 23, 2020

Grupo de músicos taipense criou um novo conceito e dos “The Stunts” passaram para Fuzo. Aventuram-se agora a cantar em português e o feedback tem sido positivo. Passo a passo estão a enriquecer o reportório para, quem sabe, poderem um dia sonhar com grandes palcos e grandes festivais.

João Gonçalves, Pedro Conde, Nek Rodrigues, Filipe Piairo e Henrique Baía. Outrora os “The Stunts”, agora os Fuzo. Altera-se a denominação e o conceito, fica a paixão pela música dos cinco taipenses que se deixaram levar pelo rock dos anos noventa para se aventurarem no mundo da música. Uma música que começou por ser cantada na língua de sua majestade, em inglês, mas que recentemente, com a nova designação, enveredou pela língua de Camões. João Gonçalves, guitarrista e voz dos Fuzo falou ao Reflexo sobre esta aventura.

“Somos um projeto das Taipas, de elementos que já tiveram cá outras bandas, juntámo-nos e estamos a trabalhar nesta nova banda. Tínhamos uma banda que eram os “The Stunts” também aqui das Taipas, cantávamos em inglês, e agora cantamos em português, há sensivelmente meio ano. Gravámos duas músicas que estão disponíveis no Spotify e no Youtube e vamos gravar agora mais duas músicas, porque as primeiras impressões, assim como o feedback, têm sido positivos”, começa por explicar João Gonçalves.

Esta alteração de paradigma aconteceu quase por acaso e sem ser algo programado pelos cinco elementos da banda. “Somos os mesmos elementos dos Stunts, quanto a isso não se alterou nada, mudámos foi um pouco a imagem e começámos a cantar em português. A viragem foi quando fizemos uma versão da música do José Afonso, “Que Amor Não Me Engana”, que também está gravada no Spotify, que nos soou bem e resolvemos fazer a experiência de cantar em português. Pode-se dizer que estamos a gostar”, atira.

Tal como com a questão da passagem para o português, também a escolha do nome aconteceu um pouco por acaso e, mais uma vez, sem um trabalho aprofundado na retaguarda. “O nome Fuzo vem, se calhar, como as outras bandas todas. Nós precisávamos de um nome, fizemos um ‘brainstorming’ em que debitámos as nossas ideias e alguém disse Fuzo, penso que terá sido o Pedro. Soou bem, não apareceu nada melhor e ficou este nome. A realidade é que agora até gostamos e identificamo-nos com este nome”, assegura João Gonçalves.

Sonho é chegar a grandes festivais

O balanço feito até agora é positivo por parte dos Fuzo, eles que reformularam o seu conceito enquanto banda há sensivelmente meio ano, tendo começado em palco no verão com um concentro em Gondomar. “Está a correr bem, esta nova aposta está a valer a pena. Temos já um web player, temos passado em algumas rádios e até já demos entrevistas em algumas rádios, principalmente devido às duas músicas que temos gravadas no Spotify”, diz o vocalista da banda.

Recentemente os Fuzo integraram o programa “Excentricidade – Outros palcos, mais cultura”, organizado pela Câmara Municipal de Guimarães com o objetivo de criar novas centralidades de consumo e criação de cultura no concelho. O concerto teve lugar no dia dezoito de janeiro no Auditório dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas, sendo que parte da receita reverteu para a instituição taipense. “Ficámos muito contentes por nos terem aceitado e pela nossa participação neste programa da Câmara Municipal de Guimarães, é sinal de que aquilo que estamos a fazer tem algum reconhecimento e algum retorno, por assim dizer. O concerto nos bombeiros pode dizer-se que correu muito bem, tivemos uma boa casa e o feedback que tivemos desse concerto foi muito bom. Gostámos muito da experiência, teve também uma vertente solidária, o que é sempre bom. Acho que este programa, Excentricidade, funciona dessa forma e compreende-se”, relembra João Gonçalves relativamente ao concerto nos bombeiros.

Para já os Fuzo vão continuar a tentar “modernizar o rock de década de noventa”, aquele pelo qual foram influenciados. Nestes próximos tempos vão fazer trabalho de estúdio para gravar mais dois temas. “No fim desse processo de gravação em estúdio voltaremos aos concertos”, adianta o vocalista, acrescentando que a esse nível, no que a concertos futuros diz respeito, estão já “algumas coisas alinhavadas”.

O trabalho presente faz-se com uma paixão inegável pela música, a de sempre, a ambição em forma de desejo é comum a outras bandas deste género: “chegaram a um grande festival, Paredes de Coura ou ao Rock in Rio”, quem sabe.