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Testar e comunicar
Quinta-feira, Setembro 17, 2020

O país e o mundo ainda não se livraram da pandemia. Neste “novo normal” temos de lidar de frente com o problema tentando, na medida do possível, manter as rotinas pessoais e profissionais.

Mas o desafio é gigante pois a velocidade de contágio do vírus, se não tomarmos medidas preventivas, é estonteante.

Guimarães está a atravessar um “pico” de infeções, havendo inclusive um surto num dos lares do concelho.

Este não deve ser um momento de alarmismo, devendo todos apelar à serenidade e acima de tudo, confiar nas autoridades de saúde e nas instituições.

Mas é um momento de apelo à responsabilidade cívica de cada um de nós para cumprir as recomendações, não facilitando e evitando comportamentos de risco.

O regresso às aulas presenciais, o retomar do trabalho após o período de férias e os meses de mais frios que temos pela frente, devem merecer uma atenção especial de quem tem a responsabilidade de intervir nestas áreas.

Por isso tenho defendido, bem como o PSD, uma maior ação do governo e da autarquia em matérias fundamentais. Não se compreende que sejam anunciadas brigadas de intervenção rápida para os lares e ainda não estejam em funcionamento com surtos espalhados um pouco por todo o país.

Entendo também que em Guimarães não se valoriza a testagem preventiva, à semelhança de outros concelhos, como despiste e antecipação de problemas maiores. Defendo um plano municipal de testagem em áreas de risco, nomeadamente nos lares e nas escolas. Todos sabemos que os testes são uma radiografia daquele momento, mas não tenho dúvidas que dessa forma podemos evitar surtos e mais surtos.

O dinheiro do município tem de ser gerido com muito rigor, mas estamos perante um momento de grande exigência onde as prioridades de investimento devem ser alocadas às pessoas, em detrimento de obras, se for necessário.

Apoiar os planos de prevenção dos lares e das escolas ou incentivar o uso de máscara são medidas importantes da autarquia que aplaudo, mas temos de ir mais longe se queremos antecipar as consequências negativas desta pandemia.

Os números das últimas semanas exigem também uma melhor comunicação. A autarquia tem o dever de informar permanentemente a população, evitando falsos alarmismos e a especulação. Aliás, como bem faz a DGS e o ministério da saúde com uma conferência de imprensa diária. Falta também um rosto nos momentos difíceis, que defenda o concelho e que proteja as nossas instituições quando algo corre menos bem.

Vai ficar tudo bem, mas temos de trabalhar para isso.