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Sobe sobe, balão sobe…
Quinta-feira, Março 5, 2020

O desemprego continua a subir em Guimarães.

Volto ao tema porque os indicadores continuam a espelhar uma realidade incontornável. A câmara de Guimarães está a falhar redondamente no papel que lhe cabe ao nível da dinamização económica do concelho.

A nossa autarquia continua a fazer “ouvidos de mercador” numa matéria estruturante para o nosso desenvolvimento. Acima de tudo para a independência dos Vimaranenses, que devem obter os seus rendimentos e o seu sustento através do trabalho e não assentes nos apoios sociais da autarquia ou do estado. Apoios esses que, sendo necessários para situações de justificada dificuldade, devem ser desincentivados com uma oferta alargada de oportunidades de emprego.

Se assim não for, fica a sensação que é útil ao “poder” alimentar esta dependência social.

Mas vamos aos números. O desemprego em Guimarães é de 7.2%, sendo que a média nacional é de 6.7%. Em Janeiro deste ano o desemprego subiu 5.3% no nosso concelho, quando a média nacional foi uma subida de 3.2%. Isto é, Guimarães não contribui para a diminuição do número de inscritos no Centro de Emprego, pior ainda, contribuir fortemente para a subida do desemprego nacional.

Tenho dito, o PSD tem repetido à exaustão, que falta em Guimarães uma estratégia clara e eficaz de captação de investimento externo.

Temos reiterado sucessivamente que não temos parques industriais com capacidade para atrair novas empresas.

Temos denunciado o mau estado dos acessos e das infraestruturas dos parques existentes que penaliza os industriais. São exemplos o parque de Pencelo ou o de São Torcato.

Todos já percebemos que não há rede de transportes públicos atractiva para a mobilidade dos trabalhadores.

O que tem dito a câmara? Já temos uma ideia para um parque industrial ecológico em Moreira de Cónegos. Estamos a trabalhar no projecto de ligação ao AveParque. Já temos um estudo para não sei o quê…

Tem sido esta a narrativa, passando o tempo e passando também ao lado de Guimarães os investidores que procuram concelhos atractivos, com capacidade de resposta e sem burocracias.

Enquanto uns estudam e fazem projectos, outros inauguram novas empresas, porque fizeram o trabalho de casa atempadamente. A diferença reflecte-se depois na taxa de desemprego e na qualidade de vida dos cidadãos.

Urge mudar este paradigma.