PUB
Smart Cities: dados deverão ser utilizados para melhorar a vida dos cidadãos
Smart Cities: dados deverão ser utilizados para melhorar a vida dos cidadãos
Paulo Dumas
Quinta-feira, Março 15, 2018

O roadshow da Smart Cities Tour passou por Guimarães para se focar no tema da sustentabilidade financeira na gestão das cidades. Foi uma oportunidade para se comunicaram temas como a transformação da informação em conhecimento, que permita um maior otimização na gestão dos recursos consumidos e produzidos nas cidades.

A cidade de Guimarães fez parte da Smart Cities Tour que está a ser promovida pela Associação Nacional de Municípios Portugueses em todo o país. O objetivo desta série de workshops é refletir sobre alguns dos desafios que se poderão colocar aos municípios, na criação das chamadas cidades inteligentes.

O workshop realizado em Guimarães, no Instituto de Design, quarta-feira, 14 de março, focou-se no tema da sustentabilidade económica e financeira, tocando em aspetos como a atividade urbanística do estado, as finanças públicas ou a transparência financeira.

Na sessão de abertura do workshop foi sublinhado papel e a capacidade que os municípios tiveram na infraestruturação do país. Numa fase em que se debate a libertação de novas competências para os municípios, o futuro passará por uma necessidade de aquisição rápida de novas competências por parte das autarquias.

No contexto das Smart Cities, as cidades são vistas como uma plataforma onde se concentram várias infraestruturas fundamentais e que têm seguido uma tendência de crescimento e progressiva urbanização. Esse crescimento procura dar respostas à igualmente crescente percentagem de população que nelas vive.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, esteve no painel de abertura do workshop e focou a sua intervenção na necessidade de colocar a produção de conhecimento do lado da proteção do meio ambiente e do planeta. Bragança falou em “inteligência coletiva”, num “futuro que será digital”.

No âmbito das Smart Cities o autarca vimaranense frisou que a inteligência artificial das cidades deverá ser aplicada na otimização do consumo dos recursos, para que as cidades deixem de ser as maiores estruturas predadoras de energia e de recursos naturais, referiu. Domingos Bragança apelou a “menos crescimento e mais desenvolvimento”.

A informação foi outro dos aspetos muito referidos no encontro. Miguel Castro Neto, da Universidade Nova de Lisboa e Coordenador do Smart Cities Tour 2018, arrisca dizer que os dados serão o novo petróleo do século XXI, dada a grande capacidade que existe hoje em dia na sua recolha. Tal não invalidada que, tal como o petróleo, os dados não necessitem de ser refinados, para ser transformados em conhecimento.

Esta digressão passará ainda por outras cidades, abordando outros temas setoriais. Os próximos workshops irão realizar-se no Funchal e no Seixal, onde serão abordados os temas da mobilidade e do edificado. Em abril irá realizar-se a Smart Cities Summit, no Centro de Congressos de Lisboa, reunindo municípios, universidades, empresas.