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Segunda Proposta Juntos por Guimarães: Interligar o Concelho
Quinta-feira, Maio 4, 2017

No último texto que partilhei com os leitores do Reflexo, expus a nossa Primeira Proposta para Guimarães: Transformar o centro da cidade.

Agora, atendendo a que na última semana fiz a sua apresentação pública, partilho aquela que é a nossa segunda proposta e o segundo grande projeto que apresentamos aos Vimaranenses para as próximas eleições autárquicas. Uma proposta de interligar o Concelho.

Aproximar as freguesias da sua Cidade e aproximar a Cidade das suas freguesias. Integrar e entrelaçar o território concelhio. Investir na Coesão territorial.

Esta proposta está em estreita ligação com a primeira proposta. Primeiro, uma proposta para a Cidade, agora uma proposta para o concelho. Temos a responsabilidade de apresentar aos Vimaranenses propostas políticas que são sistemáticas, integradas e coerentes.

Interligar o Concelho a partir da Cidade, ligando o centro aos principais pólos populacionais do restante território, lançando vias para os quatro pontos cardeais do nosso concelho: Noroeste; Nordeste; Sudoeste; Sudeste. Planificando Guimarães para os próximos 30 anos.

A ligação Noroeste para a zona das Taipas; a ligação Nordeste para a zona de São Torcato; a ligação Sudoeste para a zona de Pevidém; a ligação Sudeste para a zona sul do concelho (de Urgezes a Moreira de Cónegos)

No âmbito deste projeto, para a região Noroeste, propõem-se essencialmente duas medidas:

  • • Criar uma Avenida Urbana numa extensão de 2,7 km, reperfilando a atual EN 101, dotando-a de quatro faixas de rodagem, entre a rotunda do Lidl (Fermentões) até à rotunda imediatamente antes do atravessamento do rio Ave, à entrada das Taipas;
  • • Exigir um acesso direto desta região à auto estrada A11, criando a saída/entrada que falta em Guimarães (“Guimarães Norte”) e ligando de modo mais direto as populações da zona das Taipas à auto estrada

A proposta de requalificação e reperfilamento da EN101, que defendo desde 2013 e apresentei aos Vimaranense no âmbito das últimas Eleições Autárquicas, mantém-se como a intervenção de caráter prioritário entre todas aquelas que apresentei para o concelho. Acabar com o “inferno” que passam todos os dias as pessoas desta região que se querem deslocar de e para a cidade. Dar um enquadramento urbano a uma via que é uma linha reta entre a cidade e a vila das Taipas, criando a “Avenida da Boavista” de Guimarães. Dar um enquadramento urbano a uma zona já densamente urbanizada e que precisa duma intervenção que oriente e organize as áreas de expansão da malha urbana, atribuindo-lhes a coerência e o planeamento que notoriamente lhe faltam.

A proposta de criar uma zona portajada que sirva toda esta região noroeste do nosso concelho, onde residem mais de 30.000 pessoas, é uma aspiração natural (se virmos que o concelho de Guimarães dispõe já de três saídas da A11, Serzedelo, Pinheiro e Silvares). Mas é sobretudo uma opção inteligente, porque serve com proximidade os parques empresariais de Ponte, Sande Vila Nova, Brito, Ronfe, Gandra (Barco) e também o Avepark, tornando desnecessário que sejam gastos 18 milhões de euros como propõe a Câmara de Guimarães apenas para ligar o Avepark e zona industrial da Gandra à entrada da auto-estrada em Silvares; e, já agora, para não resolver o “inferno” por que têm que passar os nossos concidadãos que vivem nesta zona do concelho.

Estas não são propostas rodoviárias ou de resolução de problemas de trânsito. São propostas de planificação territorial e sobretudo de mobilidade. Todas as intervenções defendidas preveem vias exclusivas para transportes públicos, preparadas para qualquer tipo de transporte e ciclovias em toda a sua extensão.

Intervir nas vias de comunicação intra-concelhias sem integrar uma proposta de mobilidade, sem prever canais para os meios de transporte alternativos ao automóvel, seria obviamente algo sem sentido. Também por isso se propõe que as ciclovias acompanhem as vias utilizadas pelos restantes meios de transportes, para que a bicicleta seja um meio alternativo de transporte e não apenas de recreio, como está pensado na rede de ciclovias que estão a ser lançadas para o concelho.

Em suma, com este projeto pretendo revolucionar a mobilidade e reforçar a coesão territorial.

Uma proposta de grande ambição, mas com os pés bem assentes na terra.

Uma proposta que projeta o futuro.