Rope Skipping: Molinhas campeões nacionais em casa
Rope Skipping: Molinhas campeões nacionais em casa
Manuel António Silva
Quarta-feira, Junho 13, 2018

O clube taipense foi anfitrião no Campeonato Nacional, que se realizou na vila de Caldas das Taipas e conseguiram duas marcas europeias. Os atletas já estão de olhos postos no Campeonato do Mundo, que se realiza em julho, nos EUA.

Caldas das Taipas recebeu, nos dias 9 e 10 de junho, o Campeonato Nacional de Rope Skipping, que decorreu no Pavilhão da Escola Secundária de Caldas das Taipas. Os Molinhas, clube anfitrião participou com 51 atletas distribuídos por 14 equipas.

Nas contas finais para apurar o clube campeão nacional, a comissão de juízes decidiu atribuir um empate entre os Molinhas e a equipa do Colégio João Paulo II. Esta decisão foi justificada pelo equilíbrio, entre estas duas equipas, que também se verificou ao longo de toda a época.

A presidente do clube taipense não escondeu um sentimento misto de alegria e desapontamento. Sandra Freitas lembrou que o clube tinha como objetivo ser campeão nacional e estar representado no pódio em todos os escalões.

A representante dos Molinhas explica que o que terá prejudicado o clube foi não terem participado com atletas em todos os escalões em competição. Há a satisfação de ter sido campeão “mas ter que partilhar [o título] também não tem o mesmo sabor” – desabafou.

Durante as provas, os Molinhas bateram mais um record europeu, conseguindo 598 saltos na modalidade de saltos com corda dupla DD 4×45 seg. A marca anterior já era dos atletas das Taipas, com 584 saltos. Este resultado está ainda dependente da confirmação da European Rope Skipping Organization, que tem como missão regular esta modalidade desportiva a nível europeu.

Em termos de records europeus os atletas taipenses não se ficaram por aqui e conseguiram igualmente bater a marca de saltos com pé direito em 30 segundos. O atleta Paulo Lima bateu assim o anterior registo que era detido pelo alemão Julian Kilgus.

O treinador dos Molinhas, Ângelo Santos, fez um balanço positivo da prestação, apesar de considerar que houve “algumas surpresas positivas, mas também algumas menos simpáticas, tudo situações normais em contexto de competição”.

O técnico tem já os olhos posto no futuro, em particular o Mundial dos Estados Unidos, que se disputa de 1 a 10 de julho. O técnico quer a melhor preparação possível dos seus atletas aproveitando todo o tempo que estes tiverem disponíveis.