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Rio ou Costa?
Sexta-feira, Setembro 20, 2019

O debate televisivo entre os dois principais candidatos a Primeiro-Ministro de Portugal foi esclarecedor.

Rui Rio esteve igual a si próprio. Sem filtros, sem frases feitas, sem o “politicamente correto”. Disse o que pensa sobre os principais temas da Governação nos últimos quatro anos e deixou claro que rumo quer para Portugal.

António Costa não foi capaz de responder à pergunta principal. Com condições únicas de governabilidade, sejam económicas, sejam políticas – através da maioria que suportou o Governo na Assembleia da República, como é possível o país não ter outros indicadores de desenvolvimento?

Se Costa recebeu um país liberto da Troika e das suas imposições, com uma conjuntura internacional favorável e com toda a cumplicidade do PCP e do Bloco, como é possível, por exemplo, os serviços de saúde estarem a definhar?

Resulta claro que o país foi Governado ao sabor dos interesses de sobrevivência partidária, ficando as reformas necessárias a aguardar melhores dias. A agenda política dos parceiros de coligação imperou, perdendo o país e os Portugueses.

As filas intermináveis nos Registos para se poder requerer um simples cartão do cidadão é a melhor imagem representativa dos serviços públicos ao fim de quatro anos de gestão de António Costa. O suposto aumento de rendimentos dos cidadãos foi totalmente consumido pela maior arrecadação de impostos de sempre e pela degradação dos serviços básicos.

No fundo, António Costa foi também igual a si próprio. Um político hábil, mas um mau gestor.

Guimarães também não tem boa imagem deste Governo. Muitos anúncios e pouca ou nenhuma obra. O desnivelamento da rotunda de Silvares ou a via de acesso ao Avepark são bons exemplos de uma mão cheia de nada ao fim de quatro anos.

O país precisa de bons políticos que sejam de igual forma bons gestores. Rui Rio tem essas características e também por esse motivo, votar no PSD é escolher outro caminho e outro rumo para Portugal.