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Retomar do estado de emergência
Quarta-feira, Novembro 4, 2020

O país atravessa, neste momento, o período mais grave desde o início da pandemia causada pela Covid 19, com tendência para a situação se agravar nas próximas semanas. Estamos inseridos num concelho com uma das maiores taxas de infetados (é o 5º concelho da região norte e o primeiro no distrito com mais infetados na semana de 20 a 26 de outubro). A 25 de outubro, Guimarães registava 2996 paciente infetados com o vírus, a que correspondia, até esse momento, uma taxa de mortalidade a rondar os 1,5%.

Se olharmos para os centros de saúde da proximidade (dois de Caldas das Taipas, Ponte e Ronfe), verifica-se que, na semana de 16 a 22 de outubro, os casos em vigilância ativa duplicaram, rondando os 300 casos. 25% dos casos ativos entre Guimarães, Fafe, Vizela, Cabeceiras e Mondim localizam-se no âmbito geográfico das referidas unidades de saúde.

Nesses centros de saúde da área de Caldas das Taipas, a 29 de setembro, registavam-se 108 casos de vigilância ativa e esse número de infetados passa a 300 casos, como já foi referido, a 22 de outubro, contra 462 dos centros de Guimarães, 290 de Vizela e 150 de Fafe.

A esta data, 2 de novembro, Portugal regista 60.026 casos ativos e 2.544 óbitos para um valor global de 144.341 casos confirmados de Covid 19.

Neste contexto, surge novamente um conjunto de medidas que visam conter a propagação do vírus, para, como dizem, “salvar o Natal”.

Sabemos que os “prognósticos são mais fáceis nos finais dos jogos”. No entanto, não é preciso entrar nesse tipo de argumentos, para se saber que o governo e, principalmente, a Direção Geral de Saúde (DGS) estão constantemente a ter intervenções nos “finais dos jogos”.

O primeiro-ministro demorou cerca de 90 minutos para elencar um conjunto de medidas que não ficaram claras. Tudo indica, para que não fiquem dúvidas, o país terá de avançar para o “estado de emergência”.

De todas essas medidas, tendo todas elas graves implicações, a que irá ter mais contestação popular na vila de Caldas das Taipas será novamente o eventual encerramento da sua feira semanal.

 

NB: Os dados apresentados são da ARS Norte, ACES do Alto Ave e da DGS que,  curiosamente, não são totalmente coincidentes.

 

SOBE

Dia 20 de outubro

A Câmara e Junta de Freguesia anunciam o início das obras do novo centro cívico de Caldas das Taipas a 20 de outubro de 2020. Será uma data relevante do início de uma grande transformação, para melhor, toda a gente assim o espera, do que significa o centro de uma vila na promoção de um dinamismo sócio-cultural, sem esquecer o aspeto fundamental que é o comércio.

Não podemos esquecer que o próprio projeto apresenta ou defende uma área mais ligada aos serviços e uma área mais comercial.

O problema será resolver a questão do estacionamento e, neste caso, espera-se uma certa abertura para se ouvirem as preocupações dos taipenses.

 

DESCE

Medidas de contenção

Como alguém diz, é fácil falar dos resultados dos jogos depois de eles terem acontecido. O mais difícil é prever o que se vai passar.

Sendo isto uma verdade à La Palice, não a podemos aplicar totalmente ao que se está a passar no combate à pandemia Covid 19. Se temos os melhores especialistas nas organizações e entidades de saúde, apesar das pressões políticas, espera-se deles algo mais do que reagirem aos acontecimentos.

Se muito do combate à pandemia passa pela atitude cívica das próprias pessoas, o comportamento delas também é condicionado por um certo desnorte e indefinição das medidas que têm sido tomadas.