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Reitor da UMinho determinado a resolver vínculos com investigadores do I3Bs
Reitor da UMinho determinado a resolver vínculos com investigadores do I3Bs
Paulo Dumas
Quinta-feira, Março 28, 2019

A altura de aniversários foi aproveitada para fazer “checks and balances” entre as várias entidades ligadas ao 3Bs. O instituto é líder na gestão de projetos de grande amplitude, mas uma ínfima parte dos investidores tem vínculo com a universidade.

Foi no dia de celebração do primeiro aniversário do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos (I3B’s), assinalado no mesmo dia da visita do Presidente da República às instalações desta unidade, que o Reitor Rui Vieira de Castro assumiu que a natureza dos vínculos contratuais dos investigadores tem que ser alterada.

O dado foi sugerido por Manuela Gomes, que preside ao I3B’s, quando lembrou, na sua intervenção de abertura da cerimónia, que dos 200 investigadores a desenvolver trabalho científico, apenas quatro têm vínculo com a Universidade.

O grupo 3Bs, foi criado no seio da Universidade do Minho em 1998 e está instalado no Avepark desde maio de 2009. No início de março do ano passado, a Universidade do Minho criou o I3Bs, na altura, a primeira unidade orgânica dedicada à investigação, uma das primeiras estruturas do género criadas em Portugal.

Além da resolução da questão dos vínculos, Rui Vieira de Castro, mostrou-se sensível para a necessidade de aumentar a canalização de recursos financeiros num montante “mais vasto do que aquele que tem sido disponibilizado”.

A gestão do projeto do Instituto Cidade de Guimarães e do Discoveries Centrer é um fator crucial e exigente nos próximos tempos, quer para o I3Bs, que para a reitoria da universidade. Trata-se, segundo o Reitor, de otimizar os recursos através do financiamento disponibilizado e que deverá representar o enriquecimento do património da universidade e do próprio I3Bs.

Respondendo à achega lançada pela presidente do instituto, Manuela Gomes, sobre a criação de um contrato programa entre o I3Bs e a Universidade do Minho, o Reitor da academia minhota lembrou que esse é um compromisso firmado no plano de ação do Reitor. Existem contratos programa já lançados, mas numa fase experimental. Para avançar com esta figura, será necessário considerar, diz o Reitor, a complexidade orgânica da UMinho, que conta com 12 unidades orgânicas.

Recursos marinhos são nova via para o curso da investigação no 3Bs

O passado, o presente e o futuro do grupo 3Bs foi o que o diretor deste grupo de investigação há 10 anos instalado no Avepark procurou sintetizar, ao longo de aproximadamente uma hora de intervenção. Rui L. Reis descreveu a forma como foram evoluindo os objectos e os métodos de investigação ao longos dos 20 anos.

O diretor do 3Bs sublinhou que o sucesso do trabalho desenvolvido se explica na forma como o desenho da estratégia tem sido capaz de envolver toda a equipa de 200 pessoas.

Ao fazer o retrato daquilo que já se faz, procurou lançar as diretrizes para o que será o futuro da base de investigação no 3Bs. Os recursos marinhos são apontados como fundamentais, não só pela disponibilidade deste tipo de recursos (devido à extensa área atlântica de Portugal), mas também pela forma como eles são valorizados na altura de procurar fundos para financiar os projetos.

Rui L. Reis lembrou o grande desafio que é coordenar projetos amplos e exigentes, sendo exemplo disso a instalação do Discoveries Center. Noutras linhas projetadas para o futuro, Reis comprometeu-se com a motivação do corpo de investigadores, muito jovem e com graus de desenvolvimento e competitividade muito fortes.