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Refugiados da guerra: de Aleppo a S. Clemente de Sande
Refugiados da guerra: de Aleppo a S. Clemente de Sande
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Quinta-feira, Fevereiro 9, 2017

Rasha Sheikh, 32 anos, e Bourak Kaka, 39 anos, viajaram cerca de cinco mil quilómetros desde Aleppo (Síria), com a filha Ghenwa Kaka, de 3 anos, até São Clemente de Sande, para fugirem da guerra que assola a Síria desde 2011.

A guerra civil teve início após protestos da população a partir do mês de janeiro de 2011, contra o presidente Bashar al-Assad. Rapidamente arrastou potências regionais e internacionais e, de acordo com a ONU, o conflito já terá provocado a fuga de mais de 4,5 milhões de pessoas do país.

No caso, esta família síria chegou a Portugal e mais concretamente ao Centro Sócio-Cultural e Desportivo de Sande S. Clemente, no dia 28 de setembro de 2016, no âmbito do Programa PAR Famílias, promovido pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), programa que, tal como o Guimarães Acolhe, tem como principal objetivo o acolhimento e integração de famílias de refugiados e tem a duração de 24 meses. A conversa com Bourak e Rasha não foi fácil, pois os dois ainda não falam português e tivemos de nos socorrer a um tradutor via telefone.

Rasha é natural de Latakia e Bourak de Allepo e, nesta última cidade, viviam felizes antes de a guerra tomar conta do dia a dia da população síria. Rasha, que nunca estudou nem trabalhou, recorda que tinham uma vida “muito boa” em Aleppo, o marido era motorista e ela assumia todas as tarefas de casa e tomava conta das crianças.

Depois de começar a guerra, tudo o que eles tinham foi destruído, tanto a casa como o carro, passaram muito rapidamente “do paraíso para o inferno”, como refere Rasha. Recorda que nada fazia prever o que se está a passar no seu país, “foi tudo muito rápido”, acrescentando Rasha que “começou com manifestações pacíficas, mas que rapidamente começaram a crescer, uns primeiros disparos e logo vieram os bombardeamentos, com muitos feridos e mortos”.

Com a destruição do local onde viviam, decidiram sair da Síria e foram a pé para a Turquia onde ficaram duas semanas. Depois foram para a Grécia de barco junto com outros refugiados. Neste país, ficaram seis meses, num campo de refugiados, onde as condições eram péssimas. Da Grécia viajaram para a Itália de avião, onde fizeram escala, e tomaram o destino do nosso país.

com Inês, Diogo, Miguel e Marcos


Leia o texto completo na edição #248 do jornal Reflexo,
nas bancas durante o mês de Fevereiro.

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