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Recolha dos ecopontos não agrada e o município está atento ao contrato com a Resinorte
Recolha dos ecopontos não agrada e o município está atento ao contrato com a Resinorte
Quinta-feira, Junho 18, 2020

A eficiência com que a recolha de lixo dos ecopontos está a ser feita por parte da Resinorte não tem correspondido ao grau de exigência da Câmara Municipal de Guimarães. Este tema foi debatido em reunião de câmara, por iniciativa da oposição, e Domingos Bragança não coloca de lado a possibilidade de o município voltar a assumir esta tarefa.

No entender de Bruno Fernandes, líder do Partido Social Democrata (PSD) em Guimarães, a Câmara Municipal de Guimarães tem de prestar mais atenção ao contrato celebrado com a Resinorte.

Esta “preocupação em jeito de contributo”, tal como Bruno Fernandes considerou a sua intervenção antes da ordem do dia da reunião de câmara desta quinta-feira, surge na medida em que o membro da oposição considera que a recolha de lixo dos ecopontos não está a ser feita de forma eficaz.

“Temo-nos apercebido um pouco por todo o concelho que a recolha dos resíduos dos ecopontos não está a ser realizada atempadamente, uma competência da Câmara delegada à Resinorte. Se Guimarães, e bem, está a percorrer um caminho para ser mais verde estes pequenos problemas são sinais contraditórios a esta mensagem. Deixamos a sugestão que seja verificado se está a ser cumprido o contrato com a Resinorte”, disse.

Em resposta a vereador Sofia Ferreira explicou que a referida empresa teve de “redimensionar a sua equipa” em virtude do surto de Covid-19, uma vez que registaram-se casos entre os trabalhadores da Resinorte.

No final da reunião Domingos Bragança demonstrou o seu desagrado com o serviço e revelou que o escrutínio por parte do município é constante em busca da excelência. “Foi um contrato assinado pela Associação de Municípios do Vale do Ave; o que está em causa não é o serviço prestado pela Resinorte, é o patamar de exigência que nós queremos e fazemos saber isso à Resinorte, o nosso desagrado. Há uma suficiência na prestação de serviços, mas não queremos a suficiência, queremos a excelência. A nível contratual estamos a ver aquilo que podemos exigir”, disse.

Questionado se a Câmara Municipal de Guimarães equaciona reassumir este serviço, Domingos Bragança não colocou essa possibilidade de parte. “Tínhamos de encontrar incumprimentos, o que não acontece. Como disse, o intervalo de suficiente a excelente é alargado. Se encontrarmos pontos de insuficiência que sejam o bastante para rescindir esse contrato é o caminho que seguiremos. Agora, indemnizar a Resinorte por rescisão de contrato só porque é nossa vontade política, isso não”, vincou.