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Quinta da Ribeira, em Ponte, será considerada Património Cultural
Quinta da Ribeira, em Ponte, será considerada Património Cultural
Sexta-feira, Junho 12, 2020

A Quinta da Ribeira, também conhecida como Casa da Ribeira, em Ponte, está em vias de ser classificada como Património Cultural Imóvel pela Direção-Geral do Património Cultural do Departamento de Cultura do Governo, sendo o primeiro espaço da freguesia com tal designação.

São quase quatro dezenas de hectares onde se combina a floresta com terreno agrícola, contando com a passagem do Rio Ave pelo meio, dotando esta quinta de características particulares e difíceis de encontrar paralelo. Ao centro a casa senhorial do séc. XIV, com o seu estilo típico e traços de fino recorte histórico, impõe a sai imponência.

Domingos Menezes é o atual proprietário, seguindo a tradição de família e preparando-se também ele para dar sequência ao legado, deixando a responsabilidade de zelar por tão delicado espaço aos filhos. Em conversa com o Reflexo dá conta do agrado com o evoluir do processo de certificação.

“Será a primeira casa aqui na região com esta certificação. O pedido já foi feito há bastante tempo à Direção-Geral de Cultura do Norte, mas por diversos fatores o processo arrastou-se no tempo. É com agrado que vemos que está a evoluir favoravelmente e até de forma célere. Estamos impressionados com a rapidez do processo e com as possibilidades que isto têm”, revela o proprietário.

Estas “possibilidades” são percetíveis a cada recanto da quinta, a cada virar de esquina e em cada ínfimo pormenor. Desde a decoração aos jardins cuidados, passando pela piscina ou pela capela sempre por entre vegetação própria e, por vezes, até desalinhada tal como a natureza se encarregou de definir o aspeto da referida quinta. A produção de vinho é a principal atividade da Quinta da Ribeira, onde se pratica agroturismo.

“Aquilo que praticamos aqui é agroturismo, porque isto é uma unidade agrícola que tem turismo. Originalmente esta é uma casa agrícola, uma quinta, e é nessa base que foi pedida a classificação. A nível de agroturismo esta casa já está classificada desde 1995. Na altura pensou-se que seria uma maneira de ajudar a manter a quinta, porque como se pode imaginar, manter um espaço destes acarreta muitos custos. Para manter os traços e o aspeto, por exemplo, qualquer intervenção que se faça aqui é uma intervenção complicada”, aponta Domingos Menezes.

Com a classificação como Património Cultural, cujo processo de certificação já foi publicado em Diário da República, este espaço terá mais um motivo de interesse a juntar a classificação de agroturismo e também à mata da quinta e algumas árvores que também se encontram devidamente classificadas pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Para já, tal como vários ramos de atividade, também a vertente turística está posta um pouco em causa nestes tempos devido à pandemia; os meses de abril, maio e junho estavam repletos de marcações que acabaram por ser canceladas. No processo de produção vinícola, a aposta é para manter, sendo que a vinha será reformulada.