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Quatro desastres anti-ecológicos
Sexta-feira, Março 12, 2010

A ecologia é a ciência que estuda e cuida da casa planetária, que nos foi dada para viver e crescer. O ecologista é aquele que está sensibilizado para a importância do “planeta azul”, considerando como parte da sua família os animais, as árvores e as flores, a água dos mares e dos rios. E estando sensibilizado para esta importância, defende o planeta de tudo o que o ameace e desrespeite.

Mas, infelizmente, são muitas hoje as ameaças à natureza. Eis quatro desastres que vão contra a preservação da natureza!

1. O EFEITO ESTUFA
99 por cento do aumento da temperatura do clima terrestre depende deste fenómeno. O nosso planeta está a ficar fechado numa estufa que sufoca. A “capa” que o envolve é formada por gases atmosféricos, sobretudo anidrido carbónico (CO 2). Todos os anos, os automóveis e as indústrias lançam para a atmosfera toneladas e toneladas de anidrido carbónico.

Apenas uma parte deste anidrido carbónico é absorvido pela vegetação e pelos oceanos. E então acontece que a atmosfera está a ficar saturada deste gás, que se comporta como uma estufa: deixa passar os raios de sol, mas não os deixa sair.

Não se podem prever as consequências. Uma delas é certamente o degelo dos gelos polares, com grandes inundações que irão inundar as grandes cidades que ficam à beira-mar. E mais de 80 por cento da população mundial vive junto dos oceanos!

A solução do problema passa pelo aumento das florestas. Assim as árvores poderão consumir o anidrido carbónico em excesso. É preciso duplicar a superfície florestal. As florestas serão o pulmão verde que permitirá uma respiração saudável à nossa Terra.

2. O BURACO DE OZONO
O ozono é um gás que se encontra na estratosfera, isto é, na parte mais alta da atmosfera (de uns 5 a 30 quilómetros de altura). Forma um estrato que envolve a Terra como um filtro defensivo contra os raios ultra-violetas, que são os raios solares mais perigosos.

Se esta camada de ozono se rompe ou é destruída, como está actualmente a acontecer, os raios ultra-violetas têm o caminho livre e vêm causar danos sérios aos organismos vivos. Geram, por exemplo, tumores na pele e também prejudicam as plantas.

A destruição da camada de ozono é provocada pelo homem, que produz substâncias químicas capazes de chegar ao ozono e de o destruir. As substâncias piores são os cloro-fluor-carbonetos (CFC). Todos os anos são expelidos para a atmosfera cerda de 700 mil toneladas. Estas substâncias químicas são utilizadas, por exemplo, nos tubos spray, nos extintores de incêndios, etc.

Quando se lançou o alarme, alguns governos proibiram este gás nos tubos de spray, mas outros continuaram a utilizá-lo. Algumas indústrias produtoras de desodorizantes estão felizmente a lançar no mercado produtos não poluentes.

O certo é que já existem buracos de ozono e a solução não é fácil. Há quem fale de uma operação que parece ter sido tirada de um livro de ficção. Seria enviar mísseis carregados de ozono para a atmosfera, de forma a remendar a camada e tapar os buracos existentes. Mas este projecto ainda não passou do papel.

3. A DESERTIFICAÇÃO
Desaparecem trinta hectares de floresta por minuto, um “campo de futebol” por segundo.

Actualmente, o Brasil é o país onde os “pulmões verdes” são mais atacados. Fazendeiros sem escrúpulos destroem florestas imensas. Nos terrenos deixados livres pastam animais, que fornecem carne para grandes multinacionais. Passados alguns anos, desaparece a pastagem e é preciso cortar mais floresta para novas pastagens. Onde antes era floresta, ficará uma crosta de deserto. A destruição prossegue a um ritmo impressionante, sobretudo na Amazónia.

O método “corta e queima” é também utilizado em muitas partes do mundo. Também no nosso país, onde os incêndios, por vezes criminosos, estão a destruir o património florestal.

Com o desaparecimento da floresta perdem-se muitas espécies vegetais e animais. Nos próximos anos desaparecerão espécies animais como o panda ou o rinoceronte negro, mas também outras espécies de pequenos animais ou insectos, mortos antes de serem conhecidos e amados. Desaparecerão também ervas e plantas que poderiam salvar milhões de pessoas, pois são o “pulmão verde” que permite que a Terra respire ar puro. Além disso, poderiam servir para criar novos medicamentos.

4. A POLUIÇÃO
Inicialmente, o “usa e deita fora” funcionava. Mas, passado algum tempo, veio o alarme. Estávamos a sujar a casa comum de todos nós, a Terra. E disseram todos: “Não à poluição!”. Esta poluição acontece nos mais diversos ambientes.

A mais assustadora vem das centrais nucleares. Estas deixam escapar por vezes um produto tóxico e mortífero. Os resíduos radioactivos das centrais são sepultados a grande profundidade.

Uma outra poluição atmosférica pode vir dos mais variados produtos químicos de alto risco.

Uma outra poluição atmosférica vem do facto de se encontrar no espaço um conjunto impressionante de escórias, resíduos, detritos. A NASA segue com apreensão a trajectória de mais de 6000 objectos em órbita no nosso planeta, dos quais apenas 5 por cento são satélites.

E que dizer da poluição sonora? Os ruídos dos automóveis, das motorizadas, da rádio, provocam mal-estar, stress, perturbações no sistema nervoso.

Existe também a poluição das águas. Estão a matar a água. Nos ribeiros das aldeias, nos grandes rios das cidades, nos lagos e nos mares de todo o mundo. Os mares estão a tornar-se em grandes lixeiras da humanidade. As águas, antes ricas em peixes, têm de engolir venenos. Toda a gente sabe que, por vezes, grandes navios derramam toneladas de crude nos mares, deixando atrás de si manchas negras, da cor da morte.

Face a este panorama, é urgente uma mudança de mentalidade e também acções concretas. Disso falaremos para a próxima vez.