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Quando falha a ética…
Terça-feira, Dezembro 26, 2017

Passadas as eleições, definidos os órgãos autárquicos, torna-se oportuno dizer o que já se disse e não pode se pode deixar de dizer outra vez.

Desde há doze anos que a freguesia de Caldelas deveria ser abençoada: tinha dois entes autárquicos sedeados na vila e com facilidade se dizia que havia duas juntas de freguesia: uma eleita pelo povo e outra eleita pela Câmara Municipal de Guimarães.

A diferença de orçamento entre uma e outra era o critério distintivo de fazer obra visível ou não.

Agora, a freguesia só tem uma Junta e coincide o partido que a vai governar com o que dirige a Câmara Municipal.

Existe concentração de poder no mesmo partido e nas mesmas pessoas.

Nos últimos 12 anos, a Câmara de Guimarães fez uma gestão subtil do dossier Taipas. No que lhe dizia exclusivamente respeito, deixava as coisas apodrecerem e, por intermédio do PS Taipas, acusava a junta de freguesia dos males que lhe causava. Foi assim nas pavimentações, na poda e gestão das árvores, no parque de lazer, na limpeza, na recolha do lixo, nas iluminações públicas, nos passeios, nas águas pluviais e em todo o investimento que a vila carecia e carece.

Quanto à poda e corte de ramos das árvores, a Junta de Freguesia de Caldelas foi ameaçada pela Câmara Municipal de Guimarães com participação criminal caso tivesse o arrojo e a justeza de o fazer.

Se suspeitávamos que a alegada teimosia do engenheiro responsável pelas árvores era uma invenção de mau gosto, essa suspeita desvaneceu-se completamente com o andar da carruagem: as restrições ao corte indiscriminado e geral das árvores na vila desapareceu, quase por magia.

Ainda bem, dizemos nós!

Não podemos, por isso, deixar de registar, ainda que seja para memória futura, que a luta politica feita dessa maneira é contrária ao mais básico principio ético admissível.

Fazer politica, no sentido de penalizar o partido que governa a Junta de Freguesia, usando a falta de instalação de recoletores de llixo, com falta de varredores, falta de poda das árvores, à progressiva degradação dos passeios e à falta de pavimentações, é mau demais.