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Publicação de trechos dos textos vencedores do concurso #RBCOOL (1/4)
Publicação de trechos dos textos vencedores do concurso #RBCOOL (1/4)
Segunda-feira, Março 13, 2017

O Concurso Literário #RB Cool para os alunos do 1.°, 2.° e 3.° ciclos e do secundário integrou o Húmus – Festival Literário de Guimarães, que decorreu entre os dias 8 e 12 de março. Um dos principais pilares da iniciativa foi levar as obras de Raul Brandão aos alunos do concelho. O Reflexo divulga em exclusivo excertos dos textos vencedores.

Afonso Neto Alves, 9 anos, escreveu sob o pseudónimo Afoneto e frequenta o Agrupamento de Escolas Virgínia Moura. Respondeu ao desafio colocado pelas professora de Português e pela professora bibliotecária lendo o “Portugal Pequenino”, de Raul Brandão e Maria Angelina Brandão. Escreveu o texto porque “gosta de escrever e queria muito ganhar um concurso”.

 

Vencedor na categoria 1.º Ciclo
Trecho selecionado de Russo de Bom Pêlo
Tema: Portugal Pequenino
Afonso Neto Alves
Agrupamento de Escolas Virgínia Moura

Depois de Russo acordar e verificar que tudo não tinha passado de um sonho, ficou a pensar em toda a história e no que ela significava: a natureza, o respeito por ela, a importância dos animais, das pessoas e das plantas. Levantou—se e foi procurar a Pisca para lhe contar:
— Pisca, onde estás?
— Estou aqui debaixo da árvore, a ouvir o chilrear dos passarinhos. Olha que bonito!
— Tens razão, Pisca! A natureza é maravilhosa. Fizemos tantas asneiras, estragamos a fruta do Senhor Abade, destruímos ninhos de andorinhas, coitadinhas!
— Tenho uma ideia, Russo: vamos construir ninhos e pedir sementes ao Senhor Abade para dar de comer aos passarinhos. Assim, eles não estragam a fruta do pomar. Poderemos comer as maçãs maduras e saborosas e viver em harmonia com a natureza.
E assim fizeram. De maus meninos e mal — educados, passaram a ser bons e bem — educados. Toda a gente passou a gostar deles e sempre que era preciso alguma coisa que estivesse relacionada com a preservação da natureza, iam chamar o Russo e a Pisca. Todos os dias, os dois amigos percorriam a aldeia para verem se estava tudo bem. Certo dia, ao fazer o de sempre, depararam—se com um problema: quando chegaram ao parque, as crianças estavam em alvoroço. O Russo olhou para a Pisca admirado e disse:
— Mas o que se está a passar aqui? As crianças deviam estar tranquilas a brincar, mas estão tão agitadas?
— Tens razão — disse a Pisca — temos que ver o que se passa.
E foram perguntar às crianças o que se estava a passar ali.


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