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PSD de Guimarães reclama razão no processo da troca de terrenos da cidade desportiva
PSD de Guimarães reclama razão no processo da troca de terrenos da cidade desportiva
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Terça-feira, Janeiro 8, 2019

Tribunal da Relação de Guimarães veio confirmar o valor de 930 mil euros para o terreno da cidade desportiva, que poderia ter sido permutado por outro avaliado em 3 milhões de euros, num negócio promovido pela Câmara Municipal de Guimarães há 17 anos.

A Comissão Política do PSD de Guimarães convocou uma conferência de imprensa para a manhã de segunda-feira, 7 de janeiro, cujo tema seria a decisão do Tribunal da Relação de Guimarães acerca do processo de permuta de terrenos para a construção da cidade desportiva.

Estiveram presentes todos os líderes do PSD que acompanharam este processo na concelhia de Guimarães do PSD, para dizer aos jornalistas que tiveram razão naquilo que defenderam ao longo dos anos. O líder da estrutura do PSD – Bruno Fernandes foi peremptório em apontar de que lado esteve a razão, com base na decisão do Tribunal.

Em causa está uma decisão de 2001, da Câmara Municipal de Guimarães, entretanto abandonada, para permutar parte dos terrenos onde iria construir os equipamentos da chamada cidade desportiva.

Uma parte dos terrenos foi expropriada e para uma outra a autarquia propunha a troca desses terrenos, predominantemente agrícolas, por outros denominados da Quinta do Outeiro, que estariam avaliados por um valor substancialmente superior.

A diferença entre os dois terrenos seria de dois milhões de euros – um milhão para os terrenos agrícolas e 3 milhões para os terrenos da Quinta do Outeiro. Foi com esta diferença que os dirigentes do PSD mostraram discordância desde o início e que agora, 17 anos depois, dizem ter tido razão depois da decisão do Tribunal da Relação ter confirmado a avaliação os terrenos agrícolas em 930 mil euros.

“Demorou, mas tivemos razão. Com a nossa posição e denúncia, evitamos que a autarquia, pela mão do Partido Socialista, beneficiasse um particular em mais de 2 milhões de euros” – referiu Bruno Fernandes na sua intervenção.

A permuta dos terrenos nunca chegou a acontecer, tendo ambas as partes recuado, perante a possibilidade de estarem a incorrer num crime de participação económica em negócio, uma vez que a permuta iria favorecer o proprietário do terrenos em desfavor da autarquia.

O PS de Guimarães já reagiu acusando o PSD de Guimarães de aproveitar a boleia de uma decisão judicial para atingir políticos e técnicos da Câmara Municipal, que estiveram envolvidos no processo dos terrenos da cidade desportiva.

Editado às 18h57 para acrescentar nota sobre reacção do PS de Guimarães.