Projeto inicial para requalificar centro das Taipas apresentado a 18 de março
Quarta-feira, Março 2, 2016

Estudo preliminar, coordenado pela Arquiteta Marta Labastida, para a requalificação do Centro Cívico das Taipas será dado a conhecer, em sessão pública, agendada para o Centro Pastoral das Taipas, no dia 18 de março, pelas 21h30min.

Na edição impressa do Reflexo de dezembro de 2015, demos voz a Marta Labastida, arquiteta que coordena a equipa da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, a quem foi entregue o trabalho de desenvolver o projeto de intervenção urbanística no centro da vila das Taipas.

Esta professora da UMinho, natural de Barcelona, dizia na altura que, por se tratar de uma intervenção num espaço público, seria sempre um trabalho “complicado”. Apontava o início de 2016 para uma primeira apresentação à Câmara Municipal do projeto a ser desenvolvido nas Taipas.

É este estudo preliminar da UMinho da requalificação do Centro Cívico das Taipas que será dado a conhecer na sessão pública agendada para o Centro Pastoral das Taipas, dia 18 de março (sexta-feira), pelas 21h30min.

A sessão vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, e da equipa do Centro de Estudos da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, que está a elaborar o projeto de requalificação.

A Câmara com esta apresentação pretende igualmente lançar o debate e recolher os mais diferentes contributos que possam surgir. A ideia passa por tornar a discussão o mais abrangente possível com a envolvência da população e das entidades taipenses.

Marta Labastida, recorde-se, afirmava ao Reflexo, em concordância com o que o próprio presidente de Câmara já tinha afirmado na reunião descentralizada da Câmara de 30 de abril de 2014, que “todos os contributos serão considerados, na altura da participação pública”. Nesse sentido, a Câmara refere que nesta apresentação pública também será feita a apresentação de estudos de mobilidade e paisagísticos, que “serão igualmente objeto de apreciação por parte dos habitantes”.

Durante esta sessão pública, a equipa de arquitetura da Universidade Minho vai apresentar, ainda, documentos informativos sobre a evolução do centro das Taipas ao longo dos tempos, bem como o historial arquitetónico da vila até à presente data.

Marta Labastida sobre esta temática dizia na mesma entrevista que o centro da vila termal era “um somatório de tempos distintos e de restos do passado, que ficou ora melhor, ora pior resolvido”. Continuando, e fazendo referência às visitas que, entretanto, vinha efetuando à vila ficava com a “sensação que este sítio está como que adormecido” e que era fácil perceber as “relações com o rio e com as termas”, mas que a impressionou o facto de não haver “nenhuma referência às cutelarias no centro das Taipas”.

Falou-se da “desarticulação entre os vários espaços”, defendia que seria preciso “perceber como funciona o espaço e as pessoas que o habitam” e referia-se aos desafios colocados pelos problemas de “diferenças de cotas que existe, quer entre a parte superior do jardim e a rua principal” e da diferença de cota entre a praça Dr. João Antunes Guimarães e as termas, onde passa o Ribeiro da Canhota.

São as soluções para estes problemas que certamente ficaremos a conhecer na noite de 18 de março e que irão, como refere a nota do executivo liderado por Domingos Bragança, transformar as Taipas “num moderno e contemporâneo centro cívico, preservando a sua coerência histórica”.