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Presidente da Câmara de Guimarães lamenta morte de Mário Soares
Domingo, Janeiro 8, 2017

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, lamenta a morte de Mário Soares, a quem Guimarães atribuiu a Medalha de Ouro da cidade em 24 de junho de 1991, data em que presidiu à inauguração da sede da AMAVE e do Salão Nobre da Câmara Municipal.

“Mário Soares representa a Liberdade conquistada no 25 de Abril de 1974, conseguida com muita coragem, muita inteligência, muito entusiasmo.

Mário Soares era o vulto maior desse simbolismo e desse valor essencial, que temos de continuar a assegurar nas condições das sociedades democráticas”, referiu o responsável pela Câmara Municipal de Guimarães.

As bandeiras estarão a meia haste na fachada do edifício, cumprindo três dias de luto nacional, entretanto decretados.

PS de Guimarães lamenta a morte do “Pai” da Democracia (1924-2017)
Numa nota distribuída à imprensa, a Comissão Política Concelhia de Guimarães do PS “exprime os mais profundos votos de pesar”, em particular à família de Mário Soares e “a todos os que tiveram o privilégio de partilhar com ele caminhos e lutas na construção da liberdade, da democracia, e do progresso dos povos do mundo”.

Mário Soares foi fundador do Partido Socialista, ministro dos primeiros governos provisórios nomeados a partir de abril de 1974, primeiro Primeiro-Ministro eleito em democracia, cargo que exerceu de ,1976 a 1978 e de 1983 a 1985 e Presidente da República entre 1986 e 1995.

O PS vimaranense relembra o papel de Mário Soares na consolidação da democracia, na sua luta pela “construção de uma sociedade mais igualitária com coesão social, com políticas públicas ao serviço de todos” e do seu papel na adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia.

A nota termina com a relação estabelecida entre Mário Soares e Guimarães, recordando os comícios que a cidade viveu desde 1975, “particularmente o de 1980, no Pavilhão do INATEL, de onde saiu um impressionante desfile de mais de uma dezena de milhares de manifestantes que ele descreve nos seus livros de memórias” e que foi em Guimarães que Mário Soares realizou a primeira “Presidência Aberta” em 1986, poucos meses após a primeira eleição para Presidente da República.