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Política para as pessoas
Quinta-feira, Janeiro 30, 2020

A política não é chata. Nem aborrecida. Nem entediante. A política deve ser interpretada, exclusivamente, como um meio de servir as pessoas e, através de um debate de ideias, conjunto de propostas e assunção de compromissos, melhorar a qualidade de vida de um território e de uma sociedade. Os eleitores decidem. E a Democracia cumpre-se.

A política é, pois, fazer com que as pessoas se sintam convocadas e correspondam com entusiasmo e empenho aos desafios do futuro. Por isso, é que o trabalho de um político é um dos mais exigentes que existe, pelo seu impacto na vida das pessoas, no bem comum e no desenvolvimento das comunidades nas quais os indivíduos procuram a sua realização enquanto pessoas.

Podemo-nos até esquecer do seu significado e desvalorizar a atividade, a tal ponto de muitos pensarem que a política pode não servir para nada! Mas, na verdade, todos fazemos política. Diariamente. E nas decisões que tomamos nas nossas vidas pessoais, ao fazer esta opção em detrimento daquela. E, aqui, nunca ninguém se… abstém!

A nova política, moderna e contemporânea, defende que a roupagem do político deve ser alguém aberto a receber permanentemente sugestões e contributos oriundos da sociedade, sejam individuais ou coletivas. Até porque, afinal, os políticos devem a sua razão de ser aos cidadãos. Essa é a grandeza da Democracia: servir o bem comum, lutar contra as desigualdades existentes. É isso que deve orientar a atividade de um político.

E os partidos políticos, sejam eles quais forem, não se podem “especializar” no culto do egocentrismo, muito menos deixar de acolher todos os que pretendam fazer parte da construção do seu território. O passado diz-nos que a radicalização da política leva, por um lado, ao extermínio do que verdadeiramente interessa. E, por outro, à proliferação de falanges que nascem pela falta de ideais que consigam motivar e unir uma comunidade para que esta possa continuar a ter esperança numa vida e num futuro melhor.

Andar com a bandeira à frente das pessoas afasta todos os que não têm bandeira. E descredibiliza a política! As bandeiras são necessárias, são o símbolo de união, mas hoje, mais do que nunca, uma bandeira deve partilhar um sentimento onde todos se sintam inseridos, cada um com as suas ideias e ideologias.

O político precisa de ser filho da sua época, ter uma relação intensa e viva com a cultura, a filosofia de um povo, a psicologia e as ideias do seu tempo, entender, interagir, amar e viver o seu território, apaixonar-se pela verdade, pela justiça e pelas coisas da sua época, olhando mais para o futuro que para o passado. E voltar ao passado unicamente em busca de modelos construtivos para a sua ação futura.

Tem sido assim em Guimarães, um concelho coeso e solidário que investe nas pessoas e na sua qualidade de vida de forma integrada. Um território que preza tanto o seu passado que não imagina o futuro sem ele. Uma cidade e um concelho que se afirmam pela dinâmica da sua identidade e que aos outros desperta curiosidade.