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Pegada Ecológica de Guimarães abaixo da média nacional
Pegada Ecológica de Guimarães abaixo da média nacional
Alfredo Oliveira
Sexta-feira, Dezembro 4, 2020

A Pegada Ecológica de Guimarães é 8% abaixo da média nacional. Ainda assim, se todos os habitantes do planeta tivessem este tipo de consumo, precisaríamos de 2,28 planetas para fazer face a essa necessidade.

Guimarães ficou a conhecer os resultados da pegada ecológica municipal e da biocapacidade referentes ao ano de 2018. O relatório destaca a estabilidade da Pegada Ecológica da cidade de Guimarães, continuando-se a situar abaixo da média nacional, conforme as conclusões apresentadas por Sara Moreno Pires, investigadora da Universidade de Aveiro e coordenadora do projeto “Pegada Ecológica e Biocapacidade dos Municípios Portugueses: a sua relevância para as políticas públicas portuguesas”.

Segundo os resultados, se todos os habitantes do planeta tivessem um consumo semelhante ao dos vimaranenses, necessitaríamos de 2,28 planetas para fazer face às nossas necessidades. Nesse sentido, o dia 8 de junho será, simbolicamente, o dia de sobrecarga do município. Ainda assim, a Pegada Ecológica (per capita) é 8% abaixo da média nacional.

De acordo com os dados revelados, em 2018, o maior contributo para a Pegada Ecológica total de Guimarães continua a ser o consumo de “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” e “Transportes”. A categoria de consumo de “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” representa 27% da Pegada Ecológica, seguido do consumo no setor dos “Transportes” a 17%. Todas as outras categorias de “consumo das famílias” valem menos de 10% do valor total da Pegada Ecológica do município, com um pico na habitação (8%) e nos restaurantes e hotéis (7%).

Já a biocapacidade funcional (per capita) de Guimarães em 2018 (os recursos e serviços biofísicos úteis para os residentes que estão a ser produzidos dentro dos limites do município), representa um valor 83% inferior à média nacional, mas aproximadamente 58% inferior à média da biocapacidade funcional por pessoa no distrito de Braga.

De acordo com Sara Moreno Pires, “a metodologia utilizada para o cálculo da pegada ecológica municipal e biocapacidade foi alvo de ajustamentos e melhorias”, procurando ser o mais rigorosa possível. Deste modo, “os resultados divulgados na anterior edição não devem ser comparados com os agora divulgados”.

A Vereadora do Ambiente da Câmara de Guimarães, Sofia Ferreira, manifestou a importância que o “cálculo da Pegada Ecológica tem para uma tomada de decisão mais responsável”, sendo “um instrumento de monitorização que fornece informação crucial acerca das categorias nas quais faz mais sentido o investimento”. Sofia Ferreira lançou ainda o repto para que “os jovens e as brigadas verdes continuem a ser parceiros privilegiados” nos projetos que intentam a diminuição da pegada ecológica.