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Partidos em consenso para fazer de Guimarães Capital Verde Europeia
Partidos em consenso para fazer de Guimarães Capital Verde Europeia
Quinta-feira, Março 2, 2017

Foi assinada, no final da tarde de hoje, 2 de março, a declaração de consenso político da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Face à proposta da Câmara, liderada pelo PS, a Coligação Juntos por Guimarães (PSD, CDS e MPT), CDU e Bloco de Esquerda ratificaram o documento.

António Magalhães, presidente da Assembleia Municipal, destaca “a oportunidade de consensualizar o projeto de dimensão excepcional, de difícil conjugação de esforços”, sendo “este um passo fundamental”, lembrando “as experiências de outros projetos [referindo-se à Capital Europeia da Cultura (CEC)]”.

Joaquim Teixeira, do Bloco de Esquerda, também se congratulou com “a assinatura do consenso” e deu os parabéns à Câmara pela iniciativa, salientando que o seu partido “sempre esteve nas lutas pelo ambiente”. “A CVE não é o fim último, o fim último é a luta continua pelo bem-estar dos cidadãos, contra quem polui e anda para trás na cidadania”, pontuou. Também este deputado municipal recordou o exemplo da CEC, dizendo que a mesma “não acabou em 2012”. Para o bloquista, “o caminho é ir ao encontro dos grandes desígnios”.

“A CVE é um bom ponto de partida para implementar políticas mais amigas do ambiente em todo o concelho. Esperamos propostas concretas que analisaremos caso a caso pela sua valia intrínseca e pelos efeitos positivos ou negativos na política do ambiente defendida pela CDU”, disse Torcato Ribeiro, vereador daquela coligação. Salientou que “o documento é uma tentativa de integrar políticas desconexas, na perspectiva de definir um modelo de desenvolvimento sustentado e harmonioso para o concelho”. Transmitindo a sua preocupação com a poluição dos rios e ribeiras do concelho, o vereador disse que, apesar do “esforço”, “ainda persistem focos poluentes, ainda persistem mentalidades retrogradas que a coberto de ligações espúrias conspurcam as águas”.

André Coelho Lima, da Coligação Juntos por Guimarães, notou ser “decisivo” o consenso local em torno da candidatura: “Isto quer dizer que a partir do momento em que somos convocados para nos unirmos em torno de um objetivo comunitário, aqueles que exercem o poder tem que saber ter a grandeza que não foi tida até aqui: a de resistir de tornar apenas de uns um objetivo para que são convocados todos”. E reforçou o aviso dizendo que “em pleno ano eleitoral a tentativa de colher benefícios partidários de um momento coletivo, um momento em que são convocados todos os partidos com representação nos órgãos concelhios, é algo que não toleraremos”.

O presidente da concelhia do PS, Armindo Costa e Silva, disse que Guimarães alcançar o estatuto de CVE “é um objetivo ambicioso mas possível” e que essa sempre foi a “convicção” do partido quando o PS lançou a ideia. É essa a “ambição” do presidente da Câmara, Domingos Bragança, para quem “conseguir o estatuto constitui um grande desafio para todos”. “Tão ou mais importante que o estatuto a alcançar é o caminho a percorrer, que acrescenta camadas de qualidade ao nosso modo de viver. Conseguirmos ser uma referência, a nível europeu e mundial, de uma comunidade urbana exemplo da sustentabilidade ambiental”.

O autarca disse ainda que “a declaração de consenso político é fundamental a dois níveis: a nível interno, é um sinal de forte envolvência de todos”. Externamente, pontuou, “quando esta candidatura for apresentada, em setembro”, “o conjunto de propostas, com este consenso, estão credibilizadas”. “As propostas são para cumprir”, terminou.