PUB
Os tempos estão a mudar
Segunda-feira, Março 13, 2017

Fui aluno da Escola EB 2,3 de Caldas das Taipas entre os anos letivos de 1999/2000 e 2004/2005.

Recordo-me de lá andar como se fosse hoje. Dos amigos, dos professores, das funcionárias. De jogar ténis de mesa e matraquilhos no polivalente. Dos lanches do bar. Dos intermináveis jogos de futebol no campo de cima. Lembro-me bem das “dinâmicas”, do sentimento de tribo que tínhamos muito presente em cada turma – normalmente distribuídas pelas terras de onde eramos provenientes – e que por vezes levava a exageros.

Lembro-me de ter aulas nos “galinheiros”, gelado de inverno e em absoluta transpiração no verão. Recordo-me dos banhos após as aulas de Educação Física que por vezes eram acompanhados pela chuva que entrava pela claraboia dentro do balneário. Lembro-me que era uma escola dura. Naturalmente mais exigente do que a escola primária do ponto de vista académico mas sobretudo mais crua, mais perigosa, mais real.

Foram tempos felizes. De liberdade, de brincadeira e de algumas asneiras. Um tempo de esforço de todos para que escola fosse melhor e para que os alunos se sentissem bem.

Mas dessa fase lembro-me também de uma ideia que sempre circulou, a ideia de que “vamos ter obras na escola”. A ideia não era nova. Os “galinheiros” eram provisórios desde o início dos anos 90 e mesmo depois da minha saída, passaram 13 anos com esta ideia a circular.

Finalmente vai-se tornar realidade. Não vamos ter apenas obras, vamos ter uma escola nova!

O investimento na ordem dos 8,3 milhões de euros é significativo mas é sobretudo a garantia de que vamos ter uma escola capaz de proporcionar o melhor aos alunos. As obras iniciam no final deste ano letivo.

A Câmara Municipal de Guimarães andou bem. E assumindo uma terça parte da totalidade do investimento surge como elemento absolutamente decisivo para que esta promessa eternamente adiada se torne realidade. Independentemente da nossa ideologia, independentemente do nosso alinhamento político-partidário há que saber reconhecer quem faz e quem cumpre, e Domingos Bragança está a cumprir.

Não deixa de ser curioso que, por todos os estabelecimentos de ensino por onde passei (CSPMJS, Pinheiral, ESCT), passados uns anos se terem construído novas escolas. Sinal do evoluir dos tempos… E confesso, ponto de vista pessoal que tenho sentimentos mistos acerca da construção da escola. Extremamente satisfeito por termos uma escola nova, mas nostálgico por perdermos a antiga.

Guardam-na as memórias. As minhas e as dos outros que, ao longo de cerca de 30 anos, também por lá passaram para aprender e crescer.