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ORGULHO
Sábado, Abril 4, 2020

ORGULHO nos nossos profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos e administrativos que todos os dias saem para a guerra. Uma guerra com um inimigo invisível que dispara sem ser visto, que se passeia entre eles como se não existisse.

ORGULHO nos nossos bombeiros que a cada saída, a cada ida ao hospital, a casa de qualquer um, enfrentam o inimigo com valentia mas ao mesmo tempo com o medo e respeito que o mesmo exige.

ORGULHO em todas as pessoas que trabalham nos lares de idosos, onde o risco para os utentes é total. Uma responsabilidade inimaginável a de saber que o vírus não pode entrar, entrando será letal. Talvez aqui venhamos a ter a fase mais negra de toda esta guerra. Serão certamente os lares onde teremos menos condições de travar este monstro.

ORGULHO em todos os profissionais que trabalham para que os bens essenciais cheguem a nossas casas. Desde produtores, armazenistas, distribuidores, camionistas, trabalhadores dos hipermercados e outros que arriscam o contágio devido à exposição pública que estes serviços acarretam.

ORGULHO no nosso SNS que criamos ao longo dos últimos 41 anos mas que demonstra uma organização que nos dá a confiança necessária para enfrentar o bicho. Há falhas? Há. Mas numa situação como a que estamos a viver é impossível que não as haja. Estamos a viver o que nunca ninguém viveu até agora nos últimos 100 anos!

ORGULHO em toda a estrutura do estado, desde poder central, Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia. Todos, de cima abaixo, se têm organizado para proteger os mais vulneráveis e criar condições para que ninguém fique para trás. O estado não falhou quando foi chamado, até onde não teria se calhar responsabilidades. Vejamos o exemplo dos lares privados, que quando a situação se descontrolou o estado é que teve de assumir o controlo.

ORGULHO nos portugueses que têm demonstrado uma maturidade e uma responsabilidade comum e se têm confinado a suas casas o máximo de tempo possível saindo apenas para trabalhar, quem ainda o pode fazer e para a compra de bens essenciais.

Por fim uma palavra de apoio para aqueles que foram obrigados a fechar os seus negócios para que tenham a força necessária para se reerguerem neste momento.

Tenho orgulho em ser Português! Fiquemos em casa!