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Oposição preocupada por trabalhadores municipais não terem seguro, Câmara desdramatiza
Oposição preocupada por trabalhadores municipais não terem seguro, Câmara desdramatiza
Alfredo Oliveira
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2017

A Coligação Juntos por Guimarães (PSD, CDS e MpT) está preocupada com o facto de os funcionários do município não terem seguro de trabalho. A Câmara desdramatiza e diz que a autarquia tem um auto-seguro, que permite salvaguardar os direitos dos trabalhadores, em colaboração com as unidades do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

“A Câmara não tem seguro de trabalho”, denunciou André Coelho Lima em reunião de Câmara da última quinta-feira, 16. “Imaginem a instabilidade em que estão os trabalhadores da Câmara e percebemos que não têm seguro porque não quiseram gastar o dinheiro que é necessário para com os seguros de acidentes de trabalho. Os concursos públicos ficaram desertos porque a Câmara ofereceu valores abaixo do que está a ser praticado no mercado. Isto é chocante”, denunciou o vereador social-democrata.

Por seu turno, a autarquia, através da vereadora dos Recursos Humanos, Adelina Paula Pinto, explica que “os trabalhadores da Câmara de Guimarães têm seguro de trabalho, está tudo salvaguardado, só que não está a ser feito por uma companhia de seguros mas diretamente pela Câmara”. “Tudo tem a ver com o preço do custo/benefício, temos que fazer atualizações e nenhuma companhia assim aceitou e não tivemos outra solução senão fazer o auto-seguro. É a Câmara que acompanha os trabalhadores e, em caso de acidente, envia os trabalhadores para o SNS ou hospital privado sempre que necessário”, esclareceu a responsável.

Para a vereadora, os trabalhadores municipais “estão a ser bem tratados”, informando que existe “uma técnica que é um interlocutora com hospitais e centros de saúde para que os funcionários municipais não estejam à espera porque não é bom para os trabalhadores nem para a autarquia que fica sem trabalhador”. Trata-se de uma “maior responsabilidade” para a autarquia, na medida em que “é mais fácil ter uma seguradora mas as seguradoras não estão a ir a jogo” devido “à idade dos nossos trabalhadores”. “Não é lucrativo para as companhias”, resumiu.

Adelina Paula Pinto acrescentou ainda que “os custos são mais baixos com o auto-seguro” e que este é um fenómeno que “acontece em várias autarquias. “As que conseguem seguros têm em pacote: para os trabalhadores, para os equipamentos, para as infra-estruturas e assim sim poderá ser lucrativo para as companhias”.