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É só uma palavrinha...

Carlos Salazar
Opinião \ quinta-feira, setembro 16, 2021
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Sr. Doutor, “está aqui uma pessoa que lhe quer dar uma palavrinha”. Esta frase já a ouvi dezenas de vezes e é em volta dela que gira esta crónica.

O trabalho faz-nos passar a maior parte dos dias no Centro de Saúde e, muitas vezes, a ida e vinda daquela casa constitui um momento de relaxamento e isso é mais verdade para os colegas que têm as suas residências a 20 ao mais Kms. Entrar no carro, ouvir as notícias, as músicas de que gostamos e conduzir calmamente, são momentos agradáveis. Mas… nem sempre.

Vem isto a propósito dos percalços que acompanharam as inúmeras viagens que fiz de e para Ronfe e entre eles, estavam os acidentes por que passei ao longo dos anos. O ponto mais crítico, sem dúvida, estava situado no que eu chamo a “curva da poça”. É uma curva à direita, na direção Ronfe-Guimarães, que ladeia a tal “poça” e que, mesmo em cima da mesma, apresenta um desvio para a esquerda. A fotografia esclarece melhor a localização e deve ser do conhecimento de todos os leitores. Nesta curva passei por muitos acidentes. E porquê? Porque a bordar a estrada e desde o stand de automóveis, havia uma fila de árvores altas, daquelas que se usavam antigamente para guiar as videiras, e que tapavam, totalmente, a visão do que se passava em plena curva. E o que é que acontecia? É que muitos condutores, chegados a meio da curva, queriam virar à esquerda. Contudo, a maior parte das vezes, tinham que aguardar em plena curva, que o trânsito que vinha de Guimarães passasse. Muitos, neste entretanto, foram embatidos por outros veículos que, no mesmo sentido, chegavam à curva sem qualquer visibilidade e encontravam lá plantado um carro à espera de virar à esquerda. O choque ocorreu muitas vezes. E como era fácil resolver o problema…

Assim, um dia, encontrei a Presidente da Junta e expus-lhe a situação: bastava falar com o proprietário do terreno, derrubar aquelas árvores sem qualquer interesse económico, a visão da curva ficava desimpedida e evitavam-se os acidentes. Meu dito, meu feito. Creio que não demorou muitos dias até eu ter o prazer de ver o corte das árvores. Nunca mais vi lá qualquer outro acidente. Bastou “uma palavrinha”!

Outro ponto quente, também já com alguns acidentes no curriculum, está situado em Brito, na reta final da estrada que vem das Taipas e que vai ter à rotunda, junto ao rio Ave e que dá acesso a Guimarães, Pevidém e Famalicão. Logo no início da descida, depois do restaurante Granito, há um cruzamento à esquerda e à direita, dando este acesso à rua do Valdante. Aqui o problema reside em quem vem da rua do Valdante e quer virar à esquerda, para seguir em direção às Taipas. É que existe uma casa, que delimita o cruzamento, mesmo em cima da estrada, que faz um ângulo reto e impede a visibilidade à esquerda. A rua chega ao cruzamento, a subir, e os condutores têm que olhar para a esquerda e para a direita e, se quiserem virar à esquerda, têm que meter a frente do carro em plena estrada para conseguirem ver alguma coisa.

Às vezes tarde de mais. Já lá houve acidentes muito feios e, na minha modesta opinião, passíveis de serem resolvidos ou atenuados, antes que se perca alguma vida. Sugeria que os condutores que viessem da rua do Valdante, encontrassem uma placa de sentido obrigatório à direita e fossem dar a volta à rotunda. Assim só se preocupariam com o transito que vem das Taipas e como a viragem à direita não é em ângulo reto e é mais desafogada, seria muito mais segura e confortável para os condutores e menos acidentes ocorreriam. Espero que a Presidente da Junta de Brito leia este jornal…

Bom, caro leitor, se tem conhecimento de situações parecidas e fáceis de resolver, faça chegar a sua opinião a quem de direito. Por vezes “uma palavrinha” basta.