8 de fevereiro: não venceu apenas António José Seguro venceu a Democracia
No passado dia 8 de fevereiro, Portugal escolheu o seu Presidente da República. Apoiei António José Seguro de forma clara e convicta. E afirmo-o sem hesitação: a sua vitória foi mais do que a eleição de um homem, foi uma afirmação firme da democracia portuguesa.
Estas eleições não foram apenas um momento protocolar. Foram uma escolha clara sobre o tipo de liderança que queremos na Presidência. Entre estabilidade e conflito permanente. Entre moderação e radicalização. Entre sentido institucional e protagonismo excessivo.
A campanha deixou isso evidente. Houve ruído, houve exageros e houve tentativas de transformar Belém num palco de confronto político constante. Mas a maioria dos portugueses fez uma escolha consciente.
Escolheu um Presidente que una.
Escolheu alguém que respeite a Constituição e o papel de árbitro.
Escolheu estabilidade num tempo que já é suficientemente exigente.
António José Seguro venceu com uma margem clara. E essa clareza tem significado político: Portugal optou pelo equilíbrio institucional e pela serenidade democrática.
Independentemente das leituras que se façam, uma coisa é certa: Portugal precisa de estabilidade. Precisamos de evitar caminhos que, como já se observa noutros países, conduzem a divisões extremas e a fraturas sociais profundas.
Mas precisamos também de responsabilidade perante o futuro. Nos últimos anos, o país tem sido confrontado com catástrofes naturais que expõem fragilidades estruturais e exigem liderança serena e visão estratégica. Incêndios devastadores, cheias repentinas e fenómenos extremos têm marcado o território nacional, deixando perdas humanas, destruição ambiental e comunidades profundamente afetadas.
Também em Guimarães sentimos de perto os efeitos destas realidades. Eventos climáticos extremos trouxeram prejuízos materiais, insegurança e a consciência de que a proteção do ambiente não é uma agenda abstrata — é uma prioridade concreta para a segurança das pessoas e para a coesão do território.
Muita coisa tem de mudar. É verdade. Há problemas que exigem respostas firmes e reformas corajosas, incluindo políticas ambientais mais eficazes, ordenamento do território responsável e prevenção ativa de riscos. Mas o que deve ser transformado são políticas e prioridades, não a democracia institucional que garante os nossos direitos, a separação de poderes e a liberdade.
Apoiei António José Seguro porque acredito numa política feita com responsabilidade e sentido de Estado. Porque acredito que o país precisa de pontes e não de trincheiras — também para enfrentar os desafios ambientais que não reconhecem fronteiras partidárias.
No dia 8 de fevereiro venceu António José Seguro.
Mas venceu, acima de tudo, a confiança dos portugueses na democracia, na estabilidade e na capacidade coletiva de proteger o nosso futuro comum.
Venceu o Presidente da República de todos os portugueses.