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Oficina apresenta programação para últimos quatro meses do “ano zero”
Oficina apresenta programação para últimos quatro meses do “ano zero”
Paulo Dumas
Terça-feira, Setembro 3, 2019

As propostas de oferta cultural na cidade até ao final do ano foram apresentadas. A programação reflete o momento em que a Oficina assinala os seus 25 anos – um ano que além de celebração foi também de reflexão.

Com o naipe de diretores dos vários equipamentos da Oficina presentes, foi apresentado aos jornalistas a programação cultural na cidade para os próximos meses, até ao final do ano. Este será o último ciclo de programação avançado pela cooperativa, no ano em que comemora o seu 25.º aniversário.

A data não poderia deixar de estar presente ao longo das várias propostas que constituem o programa quadrimestral e que se encontra descrito no terceiro número da revista da Oficina, a publicação que foi lançada no início do ano. Além da programação, contém um conjunto de textos que fazem o enquadramento de vários aspetos da Oficina, do seu funcionamento, das suas produções, da sua história e personagens.

Destacam-se então da extensa programação alguns eventos marcantes e significantes, associados ao momento de celebração da cooperativa da cultura em Guimarães a reinterpretação de “A Grande Serpente”, num solo do ator e encenador João Pedro Vaz (13 e 14 de dezembro). Este foi o primeiro espetáculo apresentado pela Oficina, então ainda designada ODIT.

Esta apresentação inaugural é transversal a toda a publicação, desde a capa até ao portfólio de fotografias da época, em 1994. Um dos textos de enquadramento reconstrói este momento fundador da companhia de teatro vimaranense. Enquanto programador e diretor da Oficina, João Pedro Vaz confessou que, desde que chegou a Guimarães, que passou a alimentar o objetivo de recriar esta peça.

Um segundo tema marcante na programação da Oficina respeita ao 80.º aniversário de José de Guimarães, artista que dá nome ao Centro Internacional das Artes. O momento é merecedor de um fim de semana com vários argumentos, como a última conferência do ano do CIAJG, sobre o projeto “Eco-Visionários: Arte, Arquitetura e Novos Media após o Antropoceno” (21 de novembro).

No mesmo fim de semana, propõe-se ainda o último concerto do ciclo Terra, com os espanhóis Zulu Zulu (23 de novembro), num trabalho de programação próximo do imaginário fornecido pela obra de José de Guimarães. Esta série de concertos tem associada a possibilidade de visitas ao museu. A propósito, o próximo concerto do ciclo Terra (uma programação da Capivara Azul para a Oficina) está marcado para dia 28 de setembro.

Destaque também para a 28.ª edição do Guimarães Jazz, que se configura como um marco na programação cultural da cidade, pela sua longevidade e também por se ter tornado numa referência no panorama do jazz nacional e europeu. A edição de 2019 tem em cartaz Charles Lloyd, um duo de piano, com Vijay Iyer e Craig Taborn e ainda o regresso do saxofonista Joe Lovano a Guimarães.

Referência ainda para a última mão do programa Teatro da Memória, debruçado sobre o quarto de século do Teatro Oficina. No meio da reflexão sobre o aniversário e também sobre o futuro, preparam-se alguns momentos imperdíveis como a visita guiada por Moncho Rodriguez à Casa da Memória de Guimarães (14 de dezembro) ou ainda uma “grande conversa” com os diretores que passaram pela companhia ao longo dos 25 anos (11 e 12 de dezembro).

Finalmente, o concerto de aniversário do CCVF, a 17 de setembro, será um regresso ao Centro Cultural Vila Flor de um trabalho que dali partiu. Trata-se da colaboração entre a pianista Joana Gama e o multi-instrumentista Luís Fernandes para apresentar o espetáculo “At the still point of the turning world”, que teve origem numa colaboração entre os dois artistas na edição de 2017 do Westway Lab.