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O conjunto das condições conjuntas
Domingo, Dezembro 20, 2020

Na vila, encontram-se em execução um conjunto de obras, na parte mais urbana, que, dizem os políticos do regime, vão transformar a vila para melhor.

Tomando como certo que o simples facto de haver obra ou obras não significa necessariamente uma aposta de progresso da terra, teremos que fazer uma reflexão voltada para o futuro.

Com muitos anos de atraso, o centro da vila, a alameda do parque e o mercadinho vão sofrer alterações e não transformações profundas com excepção do centro da vila que espero não seja descaracterizada no seu todo.

Todas as mudanças são momentos de insegurança e de incerteza. Na falta de certezas sobre o futuro, é obrigatório pensá-lo e são oportunidades de reflexão.

A questão fundamental é saber: as obras em curso, por bonitas, pelo refrescamento que vêm dar à vila, são condição suficiente para a viabilidade da Vila; isto é, se vai resolver o apagamento progressivo da vila como destino atractivo e o transformar em destino e zona atractiva para, principalmente, os taipenses e forasteiros?

Entendo que por si, as obras não terão esse condão mágico. É necessário muito mais.

E esse muito mais é o Rio despoluído e susceptível de uso seguro; é a zona das margens ribeirinha requalificada de modo a torná-la transitável e aprazível: porque não um passadiço que terá de ter 1(um) quilómetro para ser distintivo.

Depois, é necessário repensar e construir alternativas ao transito no interior da vila e exterior.

A ligação à sede do concelho e a uma via de transito mais rápido – insiste-se na auto-estrada – é absolutamente essencial para ligar as Taipas à sede do concelho e ao mundo; e ligar o mundo às Taipas.

Deste rol de condições sem as quais as Taipas não sairá de cepa torta, deverá eleger-se uma rede de transportes públicos, mais uma vez com ligação à sede do concelho, rápida, frequente, acessível e o mais possível ecológico.

Só cumprindo aquelas condições, absolutamente necessárias, em conjunto, para viabilizar as Taipas como local e destino a ter em conta no futuro.

Se continuarmos a gastar rios de dinheiro só para avulsamente requalificar locais isolados, sem um plano global, estaremos na mesma: há gasto e não investimento porque o ganho será nulo.