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O algodão não engana
Domingo, Janeiro 1, 2017

Dizia a publicidade ao Sonasol “O algodão não engana!”

Desde as últimas eleições autárquicas tivemos nas Taipas uma evolução considerável, destaco a Inauguração do Lar de Idosos pelo Centro Social das Taipas, a requalificação do Edifício dos Banhos Novos e a instalação do relvado sintético do CCTaipas.

Tivemos também a requalificação da Rua Professor Manuel José Pereira, a Rua Comandante Carvalho Crato e a Rua 19 de Junho e o início da intervenção no Loteamento do Bouçós, e na Rua Padre Silva Gonçalves.

De toda esta dinâmica criada existe um denominador comum: a ausência da Junta de Freguesia.

Desde as últimas eleições autárquicas por parte da Junta de Freguesia não tivemos obra, e, aquela que aconteceu na Vila contou não poucas vezes com a força de bloqueio da Junta.

O algodão não engana.

Da parte da Junta de Freguesia, no lugar de contribuírem ativamente na procura de soluções temos visto a preocupação em explicar o seu fracasso e em atacar e denegrir as pessoas e as instituições que têm contribuído para a evolução da Vila.

Não tem de ser assim, veja-se a título comparativo a proposta do Partido Socialista na última Assembleia de Freguesia sobre a intervenção na Rua dos Cutileiros, defendendo uma intervenção que preserve o património histórico, cultural e identitário que esta rua representa para a Vila e para a região.

Ou a abertura de Domingos Bragança ao chamar todos para definição daquilo que queremos para a intervenção no centro da Vila.

É esta postura dialogante, construtiva e responsável que devemos promover. E também aqui o algodão não engana.

No último Plano e Orçamento de 12 anos de governação o PSD deixa cair as suas maiores promessas, esquecidas pelo tempo e afastadas pela realidade: onde para o Museu das Cutelarias a Casa das Associações ou o Alargamento do Parque?

Durante 12 anos tivemos esta postura beligerante e de maledicência por parte da Junta:

“Não precisamos da Câmara para nada, temos investidores privados” agora ouvimos “Não temos meios para fazer obra”.

Sente-se um esgotamento de ideias, de propostas e de desculpas!

Mas, mais que tudo vemos duas posturas diferentes. A Junta assumiu uma postura de guerrilha, conflituante, mais preocupada com o seu umbigo que com a evolução da Vila, constantemente a afastar e a hostilizar, a desculpar as suas falhas com ações dos outros. Dos restantes partidos na Assembleia de Freguesia temos visto uma postura colaborativa, envolvente e construtiva.

Acredito que as Taipas só se realiza com o contributo de todos, com a ajuda de cada um, e também aqui o algodão não engana.