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Nova app para estreitar relações entre munícipes e autarcas
Nova app para estreitar relações entre munícipes e autarcas
Quinta-feira, Outubro 12, 2017

A aplicação móvel “JuntarAJunta” permite aos cidadãos enviar sugestões ou reportar problemas a qualquer Junta de Freguesia, de modo gratuito e ilimitado. Trata-se de um projeto que envolve alunos formados na Universidade do Minho e que se poderá revelar útil, agora que os órgãos autárquicos se preparam para tomar posse em todo o país.

 

O projeto envolve Rute Maia, Luís Couto, formados respetivamente em Ciência Política e em Informática na Universidade do Minho, e Ricardo Carvalho, formado em Marketing e Gestão no Politécnico do Porto.

“Esta app inovadora dá voz às pessoas e liga-as ao poder local; é como uma rede social, ao fomentar a cidadania e fortalecer o diálogo entre autarcas e populações”, explica Rute Maia. É possível remeter uma sugestão, descrevendo-a de forma livre e anexando uma eventual foto, ou submeter uma “intervenção”, escolhendo entre 22 opções, como acessibilidade, iluminação, estacionamento, jardins e limpeza. Os dados inseridos na aplicação são reencaminhados para a respetiva Junta de Freguesia e, quiçá, podem vir a constar do programa do executivo após a sua tomada de posse. O utilizador pode enviar conteúdos para as 3092 freguesias de Portugal e ainda receber as notícias da Junta onde mora informa a comunicação da Universidade do Minho.

O projeto, acessível em juntarajunta.pt, nasceu quando Ricardo Carvalho se deparou com a dificuldade em ser ouvido pelo poder local para resolver um problema pessoal. Em paralelo, Rute Maia queria explorar alternativas de participação política, sobretudo no contexto dos smartphones e das cidades inteligentes, que abordou na licenciatura e no mestrado.

“JuntarAJunta” está disponível desde fevereiro para Android e iOS, contando nas lojas virtuais com mais de 1500 utilizadores, 700 avaliações e classificação global de 4.1 em cinco estrelas. “A adesão tem sido ótima”, diz Rute Maia, destacando que “a aplicação está a ajudar a criar comunidades locais mais conscientes e ativas, aproximando os cidadãos dos seus representantes”.