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Nicolinas: um património de todos
Quinta-feira, Novembro 23, 2017

A entrada no Outono traz o frio e consigo as noites mais longas. Com ele, chega a maior noite vimaranense do ano, com o cortejo do Pinheiro. As Nicolinas, em todos os seus números, são o exemplo perfeito da preservação de um património muito nosso e, com ele, celebramos o ser vimaranense.

Esta forte identidade e sentido de presença remonta a uma tradição dos ex-alunos do antigo Liceu de Guimarães, agora Escola Secundária Martins Sarmento, mas que de há muitos anos a esta parte representa muito mais do que isso.

É um período de reencontros, de fortalecimento de relações, de casamento de todos os vimaranenses com um património que lhes pertence. A própria ligação aos alunos do ensino secundário estende-se às outras escolas do concelho, que participam e integram os números das festividades.

A Escola Secundária das Taipas é um desses exemplos. E se é verdade que os territórios, vilas, freguesias e lugares de Guimarães têm uma forte identidade própria que se tem que preservar, uma tradição como as Nicolinas é assumida por todo o concelho e não apenas pela escola que esteve na sua génese.

A participação desde o Pinheiro às Maçãzinhas por alunos das escolas secundárias de todo o concelho, para além dos ex-alunos das mesmas, é um fator de preservação e potenciação de uma memória coletiva e de uma tradição secular.

Guimarães é o seu património material e imaterial. O compromisso com a preservação do Centro Histórico, a vivência das Nicolinas por todos, e de outras tradições imateriais do concelho, são desígnios que nos unem.

Quem conhece o seu passado e o respeita no presente, está sempre melhor preparado para enfrentar o futuro. É assim com a preservação do material e do imaterial. Esta é uma responsabilidade de todos! De titulares de cargos públicos, mas, principalmente de todas e todos os cidadãos. Morem eles no centro da cidade ou nas vilas. Andem ou tenham andado na Martins Sarmento, na Francisco de Holanda, ou na Secundária das Taipas. Sem donos, de todos.

Rufem as caixas, é tempo de Nicolinas!

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