Natália Fernandes sobre a nova EB 2,3: “As expectativas dos pais são elevadas…”
Natália Fernandes sobre a nova EB 2,3: “As expectativas dos pais são elevadas…”
Quinta-feira, Janeiro 18, 2018

Confrontamos a Associação de Pais da EB 2,3 sobre o acompanhamento da obra e sobre gestão de alguns proplemas. Natália Fernandes tem reservas sobre se a escola estará preparada a tempo do ano letivo.

De que forma a Direcção da Associação de Pais está a acompanhar o desenvolvimento da obra?
A Associação de Pais está a acompanhar “de longe” o desenvolvimento da obra, pois a partir da decisão definitiva do arranque da mesma não mais fomos consultados ou convidados por quem quer que fosse relativamente a tal matéria. De todo o modo, atento o prazo de execução da mesma – 9 meses, que termina em abril – temos sérias dúvidas que o mesmo seja cumprido. Aliás, em face das declarações publicadas no Reflexo de fonte ligada à obra, a associação tem agora uma forte preocupação sobre o início do próximo ano escolar, porquanto sempre nos foi garantido por todos os intervenientes que nessa altura já tudo estaria operacional na nova escola, o que, pelos vistos, está a ser posto em causa.

Quais eram os aspectos mais prementes que careciam de uma solução na antiga escola e que esperam ver resolvidos com as novas instalações?
Condições físicas mais adequadas em termos de capacidade, qualidade, conforto, higiene e segurança. Maior capacidade de responder a um dos principais problemas da escola: a indisciplina/ comportamentos inadequados, que se vinham tornando mais prementes e frequentes, podendo estes ser minimizados quer pela funcionalidade quer pela estrutura do espaço.

Que solução esperam para o passeio adjacente à variante e ao muro da escola?
A questão desse passeio sempre foi uma preocupação da Associação de Pais, que desde início o fez saber junto da Câmara Municipal, nas reuniões em que o projecto foi abordado. Seria lamentável que não se aproveitasse esta oportunidade para resolver esse grave problema de segurança, não apenas das crianças mas de todos os que necessitam de se deslocar a pé, nomeadamente para o Centro de Saúde, pois o passeio em causa impede a circulação de idosos ou de pessoas em cadeira de rodas. É uma via inviável e vergonhosa no acesso a tais equipamentos. Esperamos que a Câmara ainda repense essa omissão.

Tem estado a ser estudada a alteração da porta de entrada e saída de alunos para a Rua Prof. Manuel José Pereira, por ser uma via com menor carga de trânsito automóvel de atravessamento em horas de ponta. Qual o parecer da Associação de Pais relativamente a esta solução?
Circular nessa via actualmente nas horas de entrada e saída dos alunos da escola secundária é já muito complicado. Fazer confluir as entradas e saídas dos alunos das duas escolas e em exclusivo para a referida Rua seria, no nosso entender, péssimo. Ponderados os varios problemas, o ideal será manter a situação como existia anteriormente, com as duas portas de acesso para os alunos da EB 2/3.

Que preocupações e expectativas têm sido manifestadas por pais e encarregados de educação relativamente à nova escola?
As preocupações são as já supra referidas, da resolução dos problemas que existiam na escola antiga e que se espera resolvidos. As expectativas dos pais são elevadas… porquanto, sabendo-se que uma boa escola não depende exclusivamente das suas condições fisícas, o que se espera é que a futura excelência destas sirva também de catalizador nos demais aspectos, tornando-a mais atractiva e motivadora, um espaço de educação inclusiva mas também de respeito, desenvolvimento equilibrado dos nossos jovens, norteado pelo rigor e a exigência, a responsabilidade e a solidariedade, com condições para “amarem o saber” nas suas diversas vertentes, abertos ao mundo e aos novos desafios que se colocam aos jovens e às suas famílias. Também esperamos mais dinamismo, nomeadamente no que respeita ao exterior e criação de diferentes oportunidades de aprendizagem, no que se salienta as visitas de estudo, até mesmo para o exterior do país, escassas ou até inexistentes comparativamente às escolas limítrofes. É uma forma de alargar os horizontes aos alunos, porque o futuro certamente lhes reserva desafios aos quais esta abertura poderá vir a ser-lhes muito útil. Com esse mesmo desígnio esta Associação de Pais espera poder continuar a ser proactiva e colaborativa com todos os agentes educativos, pois existe para muito mais do que manifestações e reivindicações quando chove nas salas de aula.