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Monteiro de Castro: Presidente deve assumir responsabilidade política no caso do técnico ligado à Ecoibéria
Monteiro de Castro: Presidente deve assumir responsabilidade política no caso do técnico ligado à Ecoibéria
Quinta-feira, Julho 6, 2017

O vereador do CDS, da Coligação Juntos por Guimarães, António Monteiro de Castro, defende que deve ser o presidente da Câmara a assumir as responsabilidades políticas pelo caso que envolve um técnico municipal que terá prestado serviços à Ecoibéria através de uma empresa da qual era sócio.

15 de junho de 2015 foi quando Domingos Bragança transferiu a responsabilidade pela divisão do Desenvolvimento Económico para o vereador Ricardo Costa. Ora a fatura da empresa Outrasformas – da qual o arquiteto Vilas Boas é sócio – refere-se ao “acompanhamento técnico em obra” à empresa Ecoibéria-Reciclados Ibéricos, Lda. entre abril e junho de 2015. “Afinal isto é muito grave: podemos verificar que esta situação ocorrida dos serviços prestados do responsável da divisão do desenvolvimento económico refere-se ao período de abril a junho, exatamente no período em que o presidente da Câmara era o responsável por esta divisão”, pontua o vereador da oposição. Insta, por isso, o presidente a “assumir [a responsabilidade] com toda a frontalidade”, “até porque não faz sentido o presidente deixar empurrar a responsabilidade para o vereador Ricardo Costa”.

Aos jornalistas, o Domingos Bragança responde que “toda responsabilidade política é sempre do presidente da Câmara e o que importa é saber o que é o presidente da Câmara vai decidir. Não muda nada [uma divisão estar sob a alçada de um vereador ou de um presidente da Câmara]”.

Quanto ao processo disciplinar entretanto instaurado ao arquiteto Vilas Boas, Domingos Bragança disse esperar que “o processo disciplinar seja muito breve, essencialmente em defesa do técnico para que isto não avançar muito em lume brando que faz com que as pessoas tenham a sua imagem deteriorada”. “Dentro de dias saberemos o que é que o processo disciplinar diz e a decisão do presidente, com conhecimento à reunião de Câmara”, refere.

Para breve está ainda uma reunião com o administrador da Ecoibéria “de modo a não cortar o diálogo” para arranjar “soluções que tenham observância da legalidade e sejam soluções satisfatórias tanto para a Câmara como para o proprietário do terreno”.