PUB
Medalhas
Quinta-feira, Junho 28, 2018

No dia 24 de Junho de 2018, Guimarães comemorou 890 anos da Batalha de S. Mamede, que aqui teve lugar, no ano de 1128. Esta batalha foi e é considerada por muitos historiadores como a primeira tarde da nossa soberania enquanto nação portuguesa. E é por isto que Guimarães neste dia, que é também de festa popular joanina, comemora e releva o 24 de Junho e o adoptou como feriado municipal. É nesta data que o município, em Sessão Solene Pública, homenageia aqueles que pelas suas acções, em diferentes áreas contribuem para o engrandecimento da nossa comunidade vimaranense.

Na última Assembleia Municipal a deputada eleita pela CDU Mariana Silva, fez uma intervenção alertando o executivo para o facto de os medalhados pelo município desde 1988 serem na sua grande maioria homens, o que na sua opinião é incompreensível, sabendo o papel cada vez mais importante que a mulher tem na nossa sociedade. O presidente Domingos Bragança respondeu dizendo que as condecorações são atribuídas tendo como critérios o passado, o mérito e os contributos que possam ter dado para o desenvolvimento do concelho… o que, para bom entendedor, se conclui que em Guimarães são muito raras as mulheres com estas qualidades.

Desde que o município atribui as medalhas honoríficas, foram distinguidos 103 homens, 52 entidades (sociais, culturais e desportivas) e 22 mulheres, sendo que destas apenas 5 receberam a medalha de oiro. Acresce ainda que grande parte destas mulheres condecoradas com a medalha de mérito o foram no período em que o município atribuía medalhas pelo seu bom desempenho e dedicação profissional aos seus funcionários.

Desde que Domingos Bragança foi eleito presidente pela primeira vez em 2013, apenas uma mulher foi escolhida para receber a medalha honorífica do município vimaranense.

Na última Sessão Solene do 24 de Junho de 2018 realizada no Paço dos Duques, em cima do palco e durante a cerimónia de aposição das medalhas honoríficas aos distintos nomeados, estava o Presidente da Camara Municipal, o Reitor da Universidade do Minho, o Presidente da Assembleia Municipal e o Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior. Como este ano as individualidades medalhadas foram todas do sexo masculino, em cena estiveram apenas homens! Nem o Quarteto de Clarinetes Com Fuoco, composto por mulheres, e nem a assistente da cerimónia, conseguiram disfarçar a ausência de diversidade de género!

Está na hora de valorizar e relevar também as nossas Mumadonas Dias e as nossas Donas Teresas que se distinguem pela entrega diária, criativa e persistente na conquista de vontades capazes de transformar e renovar o nosso quotidiano! Está na hora de passarmos a declamar o poema do nosso grande Camões também no feminino, distinguindo localmente…aquelas que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando…